Marqueteiro de Lula em 2006 diz que Palocci propôs caixa 2 no exterior

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, começou a ouvir nesta segunda-feira (5) os depoimentos sobre o processo do Sítio de Atibaia, que tem como réu o ex-presidente Lula.

Os delatores condenados na operação, os marqueteiros Mônica Moura e João Santana, foram os primeiros a prestar esclarecimentos.

A publicitária Mônica Moura afirmou que, dos R$ 18 milhões da campanha de reeleição de Lula, em 2006, R$ 10 milhões foram pagos por caixa 2. E fez questão de reforçar que a forma de pagamento era imposta pelo partido.

“O caixa 2 era opção absolutamente deles… nós, nos últimos anos, desde que a gente começou, eu consegui cada vez mais aumentar o valor do caixa 1. Claro que era mais caro, nas era muito mais seguro, era menos risco, não tinha que carregar mala de dinheiro para lugar nenhum”, argumentou.

Sobre a prática de caixa 2, Mônica Moura reafirmou a Moro:

“Não existe campanha política no Brasil sem dinheiro não contabilizado, o caixa 2, não se faz. Se alguém disser que faz não está falando a verdade”, disse.

A informação é do Paraná Portal.

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