Após anúncio feito pela F1, MotoGP afirma que irá manter as grid girls

Na mesma semana em que a Fórmula 1 anunciou que não terá mais as “grid girls”, garotas que desfilam pelo pacock, a MotoGP, principal categoria de motos do mundo, confirmou que elas seguem para a temporada 2018. Ignasi Sagnier, diretor de Comunicação da Dorna, que é a empresa que cuida da categoria, explicou os motivos:

“Nós não contemplamos esta situação (de tirar as mulheres) porque para Dorna e funcionários, elas fazem parte da prova. As equipes e promotores que contratam as mulheres, não nós (da Dorna). Eles as contratam porque acham necessário para as campanhas e ações”, disse.

A fórmula 1 não terá mulheres no grid já a partir deste ano. A medida é parte de um extenso pacote de mudanças realizadas pela Liberty Media desde que assumiu o comando da categoria, em 2017. De acordo com o diretor de marketing da F1, Sean Bratches, a prática “não faz parte dos valores da marca, além de ser questionável com as normas sociais modernas”. Claro que a verdade, no fundo, é que eles quiseram atender a uma pauta feminista, mas não se importaram muito com o que pensam as mulheres de verdade.

O diretor da MotoGP pensa o contrário:

“Enquanto não vemos nada de desrespeitoso, nós seguiremos sem tomar tais medidas. Além disso, há muitos homens no grid também, fazendo o mesmo papel. Isso sem contar que, no mundo inteiro, o trabalho de modelo é muito respeitoso”.

Bernie Ecclestone, chefão da Fórmula 1 até o fim de 2016, disse, ao jornal The Sun, não entender porque tiraram as mulheres do grid de largada:

“Não consigo entender como que pode ser ofensivo para alguém o fato de termos uma garota bonita em frente a um carro de Fórmula 1. Elas eram parte do espetáculo. Os que amam a Fórmula 1 se encatam com o glamour”, disse.

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2 comentários sobre “Após anúncio feito pela F1, MotoGP afirma que irá manter as grid girls

  1. Nenhuma feminista tem poder de policia,para ditar regras na vida dos outros meus parabéns pela coragem da F1 Moto GP em não se ajoelhar aos desmandos dos politicamente corretos.

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