Saída das ‘grid girls’ da F1 prova que lugar de mulher é onde as feministas acham que deve ser

por Roger Scar

Rebecca Cooper, modelo que trabalhou como grid girl na Fórmula 1 por pelo menos cinco vezes, escreveu de forma acertada e enfática em seu Twitter:

“E o inevitável aconteceu, as grid girls estão banidas da F1. É ridículo que mulheres que dizem que ‘brigam pelo direito das mulheres’ queiram determinar o que outras devem ou não fazer, nos impedindo de fazer um trabalho que amamos e do qual nos orgulhamos. O politicamente correto ficou louco.”

Cooper, porém, não foi a única. Outras modelos que trabalham no ramo também se pronunciaram contra o fim de sua profissão, pois não se consideram objetificadas – e, de fato, não são.  Quem também se pronunciou de forma contrária ao fim de mulheres antes das provas de F1 foi Michelle Westby, que, além de ser modelo no mundo de esportes a motor, trabalha como piloto dublê e em corridas de drift.

“Se eu não fosse grid girl, não estaria onde estou hoje, em um ambiente predominantemente dominado por homens, inspirando e influenciando outras mulheres a buscarem seu espaço. Recebo mensagens o tempo todo dizendo que sou inspiração. O que as pessoas não percebem é que conhecemos os produtos e as equipes que estamos promovendo, é parte do nosso trabalho também. E os uniformes, cabe a nós nos sentirmos à vontade neles. Estamos mais vestidas do que adolescentes que vão ao supermercado. É frustrante pensar que muitas meninas perderam sua fonte de renda porque feministas pensam que sabem mais do que realmente sabem, quando não tem ideia de como é nosso trabalho”, disse.

Se formos analisar com o mínimo de seriedade, cabe perguntar: Quem realmente ganhou com isso? Certamente ninguém. Os fãs de Fórmula 1 nunca se incomodaram com o fato, obviamente também não os corredores. Aliás, diferente do que se pensa, boa parte das grid girls é bem mais do que “um corpo bonito”, elas são, em grande parte, fãs do esporte e muitas almejam conquistar aquele espaço. São mulheres que gostam de automobilismo e que nunca se disseram incomodadas com seu trabalho.

Elas, mulheres de verdade, perderam. Perderam um emprego que amam, perderam espaço e agora saem dessa situação como se fossem objetos descartáveis. Quem ganhou com isso, então, foram as feministas, que mais uma vez conseguiram prejudicar a mulher de verdade em troca de beneficiar a mulher abstrata.

É simplesmente impossível não perceber que tal situação causa dano a quem justamente se diz querer proteger. Uma mulher que opte por trabalhar como grid girl certamente o faz por gostar do trabalho, uma vez que é uma profissão bem competitiva e pouco acessível. Afinal, quantas grid girls você já viu por aí? É um ramo alternativo, além de tudo, para aquelas mulheres que de alguma forma não se adequaram ao mercado da moda ou que não têm interesse em seguir carreira como modelo de biquini. Não há nada de errado nisso.

Agora a situação é essa. As feministas conseguiram o que queriam, a F1 deu a elas. Em troca, as mulheres do mundo real foram prejudicadas e saem perdendo.

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6 comentários sobre “Saída das ‘grid girls’ da F1 prova que lugar de mulher é onde as feministas acham que deve ser

  1. A existência de “grid girls” é um negócio que movimenta milhões de dólares em patrocínios não somente na Formula 1, mas também em eventos esportivos similares.
    Empresas transnacionais lucram com a exposição de suas marcas feita pelas mulheres.
    Então fica a dúvida: por que os dirigentes da Formula 1 cederam tão facilmente às reclamações de femininazistas? Aceitam perder dinheiro somente por causa do politicamente correto?
    Ou seria por temor da caçada macartista do #MeToo? Agradar às femininazistas para impedir o início de uma histeria de denúncias de assédio sexual ocorridos dentro dos circuitos da Formula 1? Aí não seriam dezenas de milhões de dólares perdidos: seriam bilhões de dólares a longo prazo.
    E a carreira de muitos profissionais seria sumariamente encerrada, como ocorreu em Hollywood.
    Se essa capitulação dos dirigentes da Formula 1 aconteceu, será uma nova e eficiente forma de ação chantagista das femininazistas invejosas e recalcadas que odeiam mulheres bonitas:
    “Ou vocês implantam as mudanças que exigimos, ou denunciamos todo mundo ao #MeToo!”.

  2. Roger, esse é o típico texto de masculinista. Faça elogio então das alpinistas sociais, das “Maria Chuteiras” e outras “gold digger” [mulheres que casam unicamente por interesse financeiro]. Grid Girls, modelo, manequim… eufemismos utilizados pela sociedade patriarcal machista para dourar a objetificação da mulher a mero objeto sexual para satisfação do macho dominante.

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