Folha faz matéria patética sobre “falta de mulheres” investindo em Bitcoin

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Como pode ver acima, um título apocalíptico e uma imagem escolhida a dedo para ilustrar que jornalismo no Brasil é apenas uma peça folclórica.

A matéria da Folha de São Paulo sobre a falta de mulheres investindo em Bitcoins chega a ser o tipo de coisa que causa vexame. Não só pela constatação, que é tola, mas também pela sugestão de que isso seja, de alguma forma, um grande risco. No início da matéria já é dito o seguinte:

John Coates, especialista em neurologia da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e ex-investidor de Wall Street, associa o comportamento irracional das bolhas financeiras à atitude de jovens do sexo masculino, que investem fascinados pelos lucros milionários que podem obter em pouco tempo.

Não faz sentido. Vivem dizendo que mulheres e homens são iguais, que não há diferença entre os sexos. Querem até nos convencer de que um homem pode jogar vôlei na Superliga feminina sem qualquer prejuízo para as competidoras. Além disso, nada impede as mulheres de atuarem nesta área, seja em Wall Street ou no investimento em Bitcoins. Simplesmente não há relação de causa e efeito entre os fatos.

Para ver como a ideia é estúpida basta entender que se o objetivo é apenas lucro, investidores não estão preocupados com o sexo masculino ou feminino, mas com a capacidade de gerar estes lucros.  Não há qualquer impedimento, por meio de lei ou de mercado, para que mulheres atuem nesta área. Se 90% são homens é porque há mais homens interessados nisso do que mulheres, simplesmente.

 

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