Levantamento da PF derruba narrativa esquerdista: bandidos usam armas ilegais

A fronteira com Argentina e Paraguai é a principal rota de entrada de armas ilegais que chegam ao Brasil. Um levantamento da polícia federal mostra o caminho dos traficantes que trazem esse armamento.

No Complexo da Maré, no Rio, traficantes se exibem em alta velocidade. Com armas pesadas na mão, fazem vídeos de um passeio intimidador.

A Polícia Federal diz que não só o tráfico de drogas está fortemente armado. Pistolas e fuzis vêm de outros países para abastecer também grupos criminosos envolvidos em roubos de carga, banco e carros fortes.

Um estudo da PF concluiu que a maior parte das armas apreendidas no Brasil vem do Paraguai e dos Estados Unidos como mostrou o jornal “O Estado de S.Paulo”.

Quase todas armas entram no Brasil por via terrestre. O caminho é a tríplice fronteira: cidades do Brasil, do Paraguai e da Argentina. Mas também existem rotas do Brasil com o Uruguai, com a Bolívia, Colômbia e Suriname.

Pequenos aviões saem da Bolívia ou do Paraguai com armas para o interior de São Paulo e Minas Gerais. Por terra, o trajeto é Paraguai-Paraná ou Mato Grosso do Sul. E a partir daí as armas são distribuídas para o Rio de Janeiro e São Paulo.

Quase dez mil armas foram rastreadas em 2016 e 2017. E a PF fez nove mil pedidos de rastreamento de armas a outros países nos últimos três anos.

A PF descobriu que os bandidos estão se valendo de uma nova modalidade: a chamada remessa expressa. As armas são compradas desmontadas nos Estados Unidos e chegam no Brasil em peças avulsas, em pequenas encomendas, para despistar as autoridades.

Mas é difícil saber exatamente quantas armas são apreendidas no país, o banco de dados específico, o Sinarm, não está atualizado.

O diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Eugênio Ricas, diz que num país continental como o Brasil, com 15 mil quilômetros de áreas de fronteiras, a fiscalização presencial é difícil.

“É uma dimensão continental. Então, a forma mais eficaz que a Polícia Federal tem para fiscalizar, para mapear o tráfico de armas, o tráfico de drogas, é justamente fazendo essas operações, fazendo rastreamento das armas a partir do momento que a arma é fabricada até o momento em que a arma é apreendida em algum ponto aqui do Brasil”, disse.

Isabel Figueiredo, ex-diretora da Secretária Nacional de Segurança Pública, diz que é preciso ir além: investir em bancos de dados e em inteligência policial para frear o tráfico, motivo de queixas constantes dos governos estaduais, que lidam diretamente com o problema da criminalidade.

“Há hoje no país uma certa deficiência na inteligência sobre armas. Acho que a inteligência e a melhoria dos sistemas de informação são fundamentais, uma ação mais coordenada entre a Polícia Federal e a polícia dos estados. Hoje, arma não é um assunto de grande preocupação na maioria das polícias dos estados, precisa passar a ser, as polícias como um todo, as polícias investigativas, têm que entender que inteligência em armas de fogo é algo fundamental para a gente conseguir controlar a criminalidade violenta no país”, disse.

As informações são do Jornal Nacional.

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2 comentários sobre “Levantamento da PF derruba narrativa esquerdista: bandidos usam armas ilegais

  1. Na História, TODOS os regimes totalitários que desarmaram os cidadãos mataram milhões de pessoas indefesas que haviam sido desarmadas. Um regime que desarma o povo não merece nenhuma confiança. O povo tem que ter direito a se defender, principalmente das pessoas de má fé que governam seu país.

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