Ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega afirmou que economia pode crescer até 3% em 2018

Chegando ao final de 2017, a expectativa pela melhora na economia no próximo ano melhora sensivelmente, e a tendência é de uma retomada conforme o País avance em assuntos importantes como as eleições e a aprovação da reforma da Previdência.

Em entrevista exclusiva a Denise Campos de Toledo, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega afirmou que o ano está terminando melhor que se imaginava, e que 2018 deve ser um ano tomado por discussões acerca de eleições e reformas. “Teve gente que previa recessão de novo em 2017. Provavelmente terminaremos com crescimento ainda medíocre, mas maior de 1%. Todos os segmentos estão crescendo, alguns menos, mas vários fatores ajudaram para isso. Quanto a 2018 é um ano em que a economia pode crescer 3% se nada de extraordinário acontecer. Mas o Brasil é um país onde não se morre de tédio”, disse.

Sobre a votação da reforma da Previdência, o ex-ministro ressaltou que o Governo só colocará o assunto para votação na Câmara se tiver certeza de sua aprovação. “Se não vota, o Brasil perderia mais um grau na sua classificação de risco”, explicou.

Quanto à eleição presidencial, a incógnita sobre os candidatos para o segundo turno pode fazer mudar as expectativas econômicas. “A eleição em outubro, a expectativa é de que possamos eleger candidato de centro comprometido com a ideia de continuidade de reformas, modernização, medidas para impulsionar o crescimento, mas corremos o risco da eleição de um candidato populista com propostas irresponsáveis e que jogue o Brasil em recessão, estagnação e aumento da pobreza. Esse é fator que vai rondar as avaliações dos analistas no próximo ano. Será um na de muita volatilidade”, disse.

Maílson da Nóbrega foi categórico ao questionar um cenário formado entre um nome do PT e Jair Bolsonaro: “você imagina termos que entrar na urna para decidir entre um tipo de populismo?”.

As informações são da Jovem Pan.

Anúncios

Deixe uma resposta