Defender Reformas e política econômica sendo contra a candidatura de Meirelles é esquizofrenia política

Com a eminente candidatura de Henrique Meirelles para a Presidência da República ficou evidente que muitos setores políticos se sentem ameaçados. O ministro, além de ser um nome extremamente forte que poderá, no mínimo, causar um desequilíbrio no jogo, é também um homem rico e influente, de modo que sua candidatura tem, de fato, grandes chances de se sair vitoriosa.

Diante disso surgem narrativas estranhas. Alguns grupos argumentam que Meirelles não pode sair do Ministério da Fazenda, alegando que sua saída seria o fim da atual política econômica que eles próprios consideram acertada. Esse argumento, entretanto, é totalmente frágil. O governo Temer acaba em dezembro do próximo ano, e com sua saída haverá, também, a saída do próprio Meirelles. Sendo assim, não só faz sentido que ele queira ser candidato como também esta é, evidentemente, a única forma possível para manter o rumo atual da economia no país.

Se Meirelles for candidato e vencer o pleito, o presidente eleito terá compromisso com a política econômica, o que é plenamente desejável, sobretudo porque a recuperação já está em andamento. Será muito pior, por outro lado, se ele não for candidato e o próximo presidente não tiver o mesmo compromisso que ele, o que é altamente provável.

Nenhum dos demais candidatos ou pré-candidatos defende abertamente as reformas propostas pelo atual governo. Geraldo Alckmin, por exemplo, é da velha política tucana, seu compromisso é com os caciques do partido. Jair Bolsonaro até agora nem sabe que rumo pretende tomar com sua candidatura, certamente também não tem nenhum plano econômico para quando e se assumir o governo. Lula é, de longe, o pior cenário possível, pois sua volta ao poder significa basicamente o restabelecimento de uma política que foi a causa da crise atual. Outros nomes como Ciro Gomes, Marina Silva ou João Amoedo são, até o momento, verdadeiras incógnitas, pois não tomam posicionamentos claros sobre nenhum assunto relevante.

Que outro pré-candidato além de Meirelles tem o compromisso de manter a política econômica atual? Que se saiba, nenhum. Muitos com certeza não irão mantê-la. Logo, defender as reformas e o atual rumo da economia enquanto se mantém contra a candidatura de Meirelles só pode mesmo ser um quadro clínico de esquizofrenia política.

Anúncios

4 comentários sobre “Defender Reformas e política econômica sendo contra a candidatura de Meirelles é esquizofrenia política

  1. Do jeito que vocês escrevem, parece até que a única coisa que importa em um governo é a política econômica. Está certo, é algo muito importante. Mas e o resto? Qual é a plataforma de Henrique Meirelles para a segurança pública, por exemplo? E para a educação? Só porque eu sou a favor da política econômica atual (e isso nem é 100% verdade), então eu tenho que querer o atual ministro responsável por ela no cargo de Presidente da República? É só isso que importa para vocês na hora de escolher um presidente?

    Vocês estão decaindo, fazendo esse tipo de panfletagem explícita. Já que vocês abertamente escolheram seu partido e candidato, de “livre” agora vocês não têm mais nada.

  2. E a política econômica atual é a melhor que se pode oferecer ao Brasil? Ou é a melhor que se pode oferecer àqueles que com ela se beneficiam? O artigo é sem pé nem cabeça. E, mais uma vez, o Jornal Livre bate no Bolsonaro, gratuitamente. E já percebi que todos os argumentos deste jornal gira em torno da economia, como se nela se encontra-se as soluções para os problemas brasileiros. E quando se trata de economia pode-se oferecer qualquer panacéia como remédios para os males nacionais.

  3. Caro Senhores Sérgio e Vitor, vocês não entenderam os comentários, o jornal não está fazendo proselitismo a favor do Meireles, estão informando tratar-se de um nome aceito atualmente pelo mercado, inclusive internacional, é evidente que temos outros vários problemas como o educacional, segurança, infraestrutura, tributário e etc. Algum outro pré candidato á se pronunciara a respeito de quaisquer desses assuntos. Não vale considerar as besteiras do Lularápio, como amordaçar a imprensa, estatizar tudo, calar a Lava Jato e entregar a condução do País aos vermelhos.

    1. Não existe uma entidade chamada Mercado, tampouco uma chamado Mercado Internacional. Existem pessoas que, em defesa de seus interesses, criam o mercado que lhes convêm, um mercado controlado por grandes corporações associadas a governos, socialistas muitos deles, que manipulam as leis (se alguma há) do mercado, em benefício próprio. O Lula é um mal para o Brasil, não há o que negar. E o Alckmin? Esquerdista, vendido, pela imprensa, como moderado, é radical nos fins – moderado ele é apenas nos meios. E A Marina Silva, então? Se eleita presidente, ela transformará o Brasil numa reserva floresta. E o Ciro Gomes? Há notícias que o dão como pró-China. Se o Jornal Livre apóia um nome favorável ao mercado, que o faça, não compete a ninguém negar-lhe este direito, mas que use de argumentos mais consistentes nas suas considerações a respeito do Bolsonaro, em vez de ficar pinçando notícias antigas, e dá-las a conhecer como relevantes.

Deixe uma resposta