Vitória de Piñera no Chile é aceno positivo para candidatura de Meirelles no Brasil

Apesar de toda a rivalidade entre radicais de esquerda e de direita no Chile, assim como ocorreu no início deste ano na França, quem venceu as eleições por lá foi alguém com discurso mais moderado, focado em pautas econômicas importantes e sem preocupação exagerada com picuinhas ideológicas.

O empresário e bilionário Sebastián Piñera foi o vitorioso no segundo turno neste fim de semana, batendo o candidato da esquerda Alejandro Guiller. Apesar das expectativas serem de uma disputa acirrada, a vitória de Piñera foi tranquila. Com pouco mais de 36% no primeiro turno, ele obteve mais de 54% no segundo contra 45% de Guiller. É a melhor marca já obtida pela direita chilena desde a redemocratização, e tudo isso tem uma explicação simples.

Enquanto o candidato da extrema-direita José Antonio Kast se digladiava com Beatriz Sanchez, de extrema-esquerda, ambos conseguiram juntos a patética soma de 28%, sendo apenas 8% de Kast. Enquanto isso Piñera e Guiller, candidatos de direita e centro-esquerda respectivamente chegaram ao segundo turno, ambos com chances reais de vitória. Detalhe é que Guiller também perdeu uma boa parte de seu apoio ao tentar pescar os eleitores de Sanchez com um discurso um pouco mais radical no segundo turno. Piñera apenas ignorou Kast e seguiu firma com um diálogo mais moderado e focado em seus propósitos.

O cenário, no fim das contas, deu a vitória para o candidato da direita que já presidiu o país e que foi quem deu um bom rumo à economia chilena, diferente da atual presidente Michele Bachelet que, em sua sanha esquerdista, prometeu mundos e fundos em propostas intangíveis. Isso, aliás, não foi muito diferente do que ocorreu na França este ano.

O esquerdista moderado Emanuel Macron venceu Le Pen, candidata da direita radical, apesar de toda a propaganda de “já ganhou” feita pelos setores mais conservadores. Foi uma vitória óbvia, aliás. Depois de um governo socialista bastava alguém surgir com um discurso moderado e focado em pautas econômicas para pescar o eleitor francês.

A situação no Brasil, então, não é tão diferente. A direita radical aposta em Jair Bolsonaro, candidato sem nenhuma consistência que, na prática, pode atingir um bom nicho da sociedade, chegando aos 20 ou talvez 25%, mas sem passar muito disso. Lula, Ciro Gomes e Marina Silva representam o outro lado do espectro, que é a extrema-esquerda. Dentre os três, Lula ainda é o mais forte até o momento, tendendo a conseguir mais de 30% dos votos facilmente em um primeiro turno. Porém, outros nomes têm surgido no cenário, como Alckmin e Henrique Meirelles.

A diferença entre Alckmin e Meirelles é evidente, mas ambos têm um discurso mais centralizado. O tucano tende mais à esquerda, com um discurso social-democrata assumido, enquanto Meirelles tende ao discurso e práticas liberais, além de um ortodoxia econômica que tem garantido a retomada do Brasil nos últimos meses.

Meirelles, assim como Piñera, é formado em Harvard, é multimilionário e já salvou a economia brasileira duas vezes. Seu discurso é o anti-radical, ele se mostra mais preocupado com a coerência e não com as “mitadas” nas redes sociais. Tende a agradar o eleitor mais maduro, enquanto Lula tende a agradar o eleitor radical de esquerda e Bolsonaro se aproxima mais da infantilidade absoluta, atingindo uma pequena parte dos jovens mais desinformados sobre seu histórico negativo na política brasileira.

 

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4 comentários sobre “Vitória de Piñera no Chile é aceno positivo para candidatura de Meirelles no Brasil

  1. O SR . Redator do JORNALIVRE.COM responsável por essa matéria …
    Você tem certeza do que escreveu sobre BOLSONARO ? ou errou de Alvo , creio que queria se referir ao maior Ladrao da Nação Brasileira , right ? O LULARAPIO
    cujo histórico não merece nem comentário …Espero que percebas a sua equivocação ..!!!!

  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk que piada o autor do texto cheirou cocaína da braba.

  3. Pois é, já vimos esse filme várias vezes… Um governo de direita centrado, equilibrado e responsável conserta a economia do país (muitas vezes, a duras penas e sob o protesto e pressão enorme da esquerda, e de setores da população extremamente desinformados que não entendem NADA de Economia e sempre acham que estão querendo “ferrar com ele”)… e depois que tudo se ajeita e o país começa a ir bem, o povo vai lá e vota num candidato demagogo e irresponsável (geralmente de esquerda), que em poucos anos destrói todo o trabalho que foi feito no governo anterior. E aí, precisamos chamar a direita de novo para consertar tudo outra vez…. Caramba, quantas vezes mais vamos assistir a esse filme aqui no Brasil e na América Latina em geral?

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