Após Dilma entregar inflação na estratosfera, Meirelles consegue baixar os preços novamente

A inflação é um imposto invisível. Quando o governo não consegue organizar suas contas e, para isso, emite títulos em troca de moeda, naturalmente isso faz com que a emissão de moeda cresça. Com este crescimento, surge a inflação, que é a perda do poder de compra dos consumidores. Embora alguns não entendam perfeitamente a questão, o fato é que a inflação é um imposto que afeta diretamente os mais pobres. Como isso acontece? É simples.

Sempre que o custo para produção de algo aumenta, seja por questões naturais de mercado ou porque houve perda do poder de compra (inflação), este custo é repassado do produtor original para aqueles que estão abaixo dele na escala de consumo. Ou seja, uma empresa, para se manter, precisa fazer o repasse neste aumento de custos e assim evitar perdas financeiras que, em alguns casos, poderiam até mesmo levá-las à falência. Com isso ocorre um efeito cascata. Se o agricultor que planta soja repassa o custo na venda de seu produto, isso naturalmente aumenta a necessidade do comprador em também elevar o preço para corrigir a perda causada pela inflação. Isso acontece em vários estágios até que o produto finalmente chegue mais caro nas prateleiras dos supermercados.

Neste sentido, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles tem feito um excelente trabalho. Após pegar uma economia devastada pelo governo Dilma Rousseff e pelo ex-ministro Guido Mantega, foi necessário um amplo trabalho e muito foco para reorganizar as contas e criar formas de lidar com o problema. Se as coisas continuassem como estavam, cedo ou tarde voltaríamos a ter hiperinflação tal como ocorreu no fim dos anos 80 e início dos anos 90, quando os preços variavam tanto que era impossível determiná-los de um dia para o outro.

De acordo com dados do IBGE e com as prateleiras dos supermercados, os preços dos alimentos tiveram uma queda histórica. Até outubro deste ano, o IPCA registrou queda de 4,56%, a maior queda já registrada pela série histórica. Claro que isso não significa que de fato os preços diminuíram, mas que a inflação foi controlada a um ponto onde resgatamos, ao menos parcialmente, os preços antigos. Se entre 2014 e 2016 os preços se elevaram bruscamente, com a queda no índice eles se estabilizaram, o que na prática resulta em um ponto positivo para o consumidor.

Alimentos como feijão carioca tiveram uma queda considerável: quase 37% no ano. O arroz, alimento mais consumido no país, caiu 9,97%, o frango reduziu em 9,93% e o contra-filé registrou queda de 6,71%, só para dar alguns exemplos mais conhecidos.

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