Economia: o adversário mais temido por Bolsonaro

Até a metade deste ano, com um cenário político e econômico absolutamente caótico, a eleição do ano que vem parecia ter seu cenário pronto. De um lado, pela esquerda, o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva ressurgiu politicamente, praticamente garantindo um lugar no Segundo Turno. Por outro lado, pela direita, os indignados “com tudo isso que está aí” encontravam na verborragia de Jair Bolsonaro um porto seguro para dar vazão ao seu ódio e ele também parecia encaminhar sua vaga para enfrentar o petista na segunda rodada. Mas como diz o pessoal do pensamento positivo, a única certeza da vida é a mudança. E com os dados econômicos se recuperando de forma consistente, ainda que não na velocidade que as pessoas esperavam, a mudança chegou muito antes do que a maioria dos analistas esperava.

Uma série de medidas adotadas pela equipe econômica liderada por Henrique Meirelles, ainda que não tenham feito chover leite e mel, ajudaram a melhorar positivamente o ambiente social. O desemprego, que vinha em viés de alta desde Dilma Rousseff, primeiro parou de aumentar e agora começa a cair. Se Temer chegou a ter 14 milhões de desempregados em seu pior momento, no final do ano passado, agora este número já recuou para 12 milhões e segue em queda. A inflação, indicador que afeta diretamente o bolso das pessoas, despencou assim que a nova equipe econômica ajustou suas medidas, abandonou as bruxarias da era Rousseff-Mantega e colocou o país no rumo certo novamente. Se com Dilma o aumento dos preços já chegava na absurda escala de 10% ao ano, agora, com Temer o ritmo já cai para menos de 2%.

Bolsonaro, que surfou nos últimos anos no discurso moralista e nas “mitadas”, frases de efeito que repercutiam imensamente nas redes sociais, se vê obrigado a dar respostas no setor econômico. Sua candidatura parece começar a enfrentar as primeiras dificuldades reais de um movimento que no início parecia mera brincadeira de rede social, mas agora enfrenta os dilemas de se consolidar como alternativa séria para Presidir o Brasil. Tende a piorar.

Como apontou o analista Luciano Ayan em sua página, as contradições internas com a indicação do economista Paulo Guedes tendem a se agravar na pré-campanha de Bolsonaro. Da mesma forma, críticos externos podem explorar as contradições entre o liberalismo convicto de Guedes em contraste com o estatismo igualmente convicto do deputado. Ao cabo, a indicação de Guedes pode virar para Bolsonaro mais um problema do quê uma solução, algo semelhante ao que ocorreu no segundo turno de 2014, quando Aécio Neves decidiu antecipar o nome de Armínio Fraga como seu Ministro da Fazenda.

Para quem não sabe, em março de 1994 Fernando Henrique Cardoso chegou a aparecer com meros 3% em pesquisas de intenção de voto.

No dia 3 de outubro do mesmo ano, FHC foi eleito em primeiro turno com 54,24% dos votos.

Nesta altura resta a Bolsonaro e seus estrategistas torcerem contra a recuperação econômica .

Como dizia o estrategista de Bill Clinton, James Carville, durante as eleições de 1992, quando derrotaram o candidato republicano à reeleição, George H. W. Bush: “É a economia, estúpido!”.

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13 comentários sobre “Economia: o adversário mais temido por Bolsonaro

  1. Que BOSTA ! Parem de fazer política suja , colocando LULA na prioridade de 2018 …..Esse cara está condenado a 9 anos , e vices mesmos do JORNALIVRE.COM enfatizaram tantas vezes , agora ao invés de atacar esse SALAFRARIO , ficam colocando ele em evidencia …QUE BOSTA DE JORNALISMO , Maria vai com a outras …affffffffff

  2. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    TEM QUE RIR DE UM TEXTO DESSES, VOCÊS SÃO FAKE NEWS.
    O BOLSONARO FEZ UMA JOGADA DE MESTRE É VOCÊS FICARAM PUTOS KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  3. Só esqueceu de mencionar que Adolfo Sachsida também faz parte do grupo que orienta Jair Bolsonaro, muito provavelmente encaminhado pelo Eduardo Bolsonaro que estava fazendo pós-graduação em Economia no Instituto Mises, se não me engano. No entanto, Bolsonaro foi muito elogiado pelo presidente de Instituto Liberal, Rodrigo Constantino, em artigo publicado no mesmo dia da possível indicação de Paulo Guedes. Acho que vocês estão defasados em relação às novas posturas de Bolsonaro. Veja no YouTube o vídeo de Bolsonaro dando entrevista a Augusto Nunes, da Veja.
    Lamentável este artigo. Era melhor não ter escrito e nem publicado.

    1. Os cara aqui são pro PSDB E MBL e a velha tática das tesouras, na parte econômica não podem bater no Bolsonaro mais e ai ficam de mimimi.
      Eles ficaram sem chão kkkk

  4. A tua mentira não cola. Bolsonaro não é um estatista convicto. E a resposta “nota 10” foi dada com a indicação do liberal Paulo Guedes e repercutiu até com a subida da Bolsa de Valores. Por outro lado, a editoria do Jornalivre sabe muito bem que Bolsonaro nunca ‘torçeria contra a melhora da economia do BRASIL’. Portanto, não avance na direção da má-fé e COMBATA OS ESQUERDOPATAS LACRÕES E CUMPINCHAS.

  5. Ninguém – Bolsonaro, inclusive – deve ser blindado de críticas e de análise rigorosa de sua atuação e de suas ideias. Apenas, se espera, especialmente de um site que se diz de direita, um mínimo de racionalidade e o máximo de honestidade, tratando-se seja de um liberal ou de um conservador.

    Considere-se este artigo:

    1 – insiste na cantilena do Bolsonaro visceralmente estatista;

    2 – quando o deputado mostra dirigir-se em sentido oposto, ao invés de cogitar a fraqueza da primeira premissa, mantém a insistência a ponto de suscitar a grotesca figura de uma ameaçadora “contradição interna (sic)”. Sequer se concede a Bolsonaro o bônus da dúvida.

    É patente a preocupação em bater sempre no pré-candidato, faça ele o que fizer, diga ele o que disser, de modo muito similar aos piores lixos da extrema-esquerda. Estes alimentam a versão odienta de um Bolsonaro homofóbico, misógino, racista. Aqui, se procura disseminar a versão de um Bolsonaro desastre em economia.

    No mais, achei bastante forçada a comparação com situações extraídas de contextos tão díspares como as eleições de 1994 e 2014 e – pasmem – a sucessão de Bush, pai, nos Estados Unidos de 1992. Em particular, não se considerou a carga negativa que certa parcela da população tem do ex-presidente do Banco Central no segundo governo FHC e sua proposta de estado mínimo. Mas qual seria a proposta aceitável por este e outros sites liberais? Não é justamente o estado mínimo o que vocês defendem e não é exatamente a ausência de pensamento nesse sentido que os levam a apor em alguns a pecha de “estatistas”? Parece estar ocorrendo, aqui, uma contradição “interna” …

  6. Deixem-me ver se entendi o texto dos adoradores de Henrique Meirelles: o fraco de Bolsonaro é a economia, em que pese essa tarefa ficar, precipuamente, a cargo do Ministro da Fazenda que ele (ou quem venha a ser Presidente) indicar? Nesse caso, a China, apesar de seu regime autoritário, jamais deveria ter se tornado a potência econômica que ela é atualmente, uma vez que seus “Grandes Líderes” nunca foram exímios economistas.

    Ademais, não podemos esquecer que o mesmo Meirelles que é idolatrado pela mídia mainstream e por alguns blogs pagos também já fez parte da patota de Lula e é um dos principais interessados na operação abafa que políticos dos mais diversos espectros ideológicos tentam impor à Lava Jato.

  7. TO FICANDO ENOJADA DESSE SITE… AINDA ACOMPANHO (TODOS) PARA TER CERTEZA DAS CANALHICES QUE ACONTECEM POR AÍ..E SABER SEPARAR BEM O JOIO DO TRIGO..
    VOCÊS SÃO DORIANA PURINHO… DETESTO MARGARINA DE QUINTA CATINGURIA.
    VÃO SE CATAR… VOCÊS ESTÃO É DESESPERADOS QUE NEM O POVINHO VERMELHO DA VEJA, GLOBOSTA E LIXOÉ…
    QUE DECEPÇÃO !!! JORNALIVRE E MBL !!!
    CHAPOLINS DISFARÇADOS DE TUCANOS… ME POUPEM..
    #BOLSONARO2018
    SEM MAIS..

    1. Ataques furiosos de um exército virtual só se forem os do ilisp e deste site, que está se mostrando um repetidor daquele.

      Muito engraçado: costumam tratar qualquer um que OUSE, simplesmente, defender o Bolsonaro ou, nem isso, apenas critique uma pretensa crítica que se faz ao presidenciável, como se fosse um fanático cego que não admitisse o mínimo questionamento sobre um ídolo sagrado.

      No entanto, parece-me que fanáticos cegos são justamente os que desesperadamente tentam colocar defeitos no pré-candidato, custe o que custar (mesmo que esse custo seja o da razão e do bom senso). Considere-se, por exemplo, o caso aqui. Bolsonaro é achincalhado por não ser um máster em economia, mas quando anuncia como possível ministro da Fazenda numa sua possível gestão os mesmos que o criticavam arrumam um jeito de novamente o achincalhar, numa verdadeira demonstração de imbecilidade em prol de defenestrar um desafeto.

      Como afirmei no comentário anterior, o Bolsonaro – como qualquer outro político, gestor público, pré-candidato a um cargo público etc. – é, sim, passível e deve ser submetido à crítica. Contudo, não se entenda por “crítica” o mero ataque ‘ad exaustionem” movido por puro ódio a quem não se apresenta como liberal absoluto.

      1. Retificando a frase truncada:

        “Bolsonaro é achincalhado por não ser um máster em economia, mas quando anuncia UM MASTER EM ECONOMIA como possível ministro da Fazenda … “

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