Esquerdistas tentam tirar financiamento de grupo de direita em universidade católica dos EUA e se dão mal

O que há de tão controverso em fiéis católicos acreditarem no ensino católico? Muita coisa, de acordo com alguns estudantes da Universidade de Georgetown.

Em uma disputa que ganhou atenção nacional nos EUA, a ala de esquerda da universidade vem lutando para impedir o financiamento de um clube de direita que se dedica ao fim da cultura de sexo casual, combate a promiscuidade e defende o casamento natural.

Isso deveria ser óbvio em uma instituição católica, mas as forças do politicamente correto vêm se manifestando intensivamente, tentando marginalizar o grupo Love Saxa por promover os valores da própria instituição.

Nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, a maioria do Comitê de Atividades Estudantis parecia reconhecer o quão ridículo era chamar o clube de “grupo de ódio”, votando em 8 a 4 para manter a modesta verba de US$ 250.

Líderes católicos e protestantes proeminentes opinaram sobre o absurdo da cruzada da esquerda, incluindo Robbie George, um amigo do Family Research Council e professor de direita na Universidade Princeton.

“O espírito iliberal – até mesmo autoritário – por trás dos esforços em impedir o financiamento do clube Love Saxa em Georgetown deve ser um ponto de grande preocupação para pessoas honráveis em todo o espectro ideológico”, argumentou.

Após a votação, o senador James Lankford, repupblicano de Oklahoma, aplaudiu o bom senso dos estudantes: “Boa decisão do Comitê de Atividades Estudantis de Georgetown. A academia deveria aceitar a diversidade de TODOS os grupos de estudantes”.

E, apesar da vitória na última semana ter sido um alívio, ela não encerra o debate. “A decisão do Comitê de Atividades Estudantis em não recomendar mais ações contra o grupo coloca a decisão final nas mãos da administração de Georgetown”, explica Kelly Marcum, do Family Research Council:

Como estudante de Georgetown, e como membro investidor do Love Saxa, eu gostaria de poder dizer que tenho mais confiança na minha alma mater para lidar com essa situação de modo apropriado para a universidade católica mais antiga do nosso país. (…) O Love Saxa venceu uma batalha difícil pelo seu reconhecimento em 2015, mas agora está em julgamento mais uma vez, apesar de ter vencido a primeira investida com o voto do Comitê de Atividades Estudantis. Entretanto, o que realmente está sendo testado é a capacidade dos estudantes de Georgetown de poderem participar de um grupo cuja missão parece defender o que para muitos dos seus membros são valores morais e religiosos profundos.

Tony Perkins é presidente do Family Research Council.

O texto é da Gazeta do Povo.

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