Segundo empresário, Garotinho estava surtado enquanto exigia os R$ 5 milhões

O empresário André Luiz da Silva Rodrigues, delator da Operação Caixa D’Água, revelou aos investigadores como agia Anthony Garotinho (PR), ex-governador do Rio preso nesta quarta-feira, 23, com a mulher Rosinha, que também chefiou o Executivo fluminense. Em depoimento às promotoras eleitorais Maristela Naurath Rebello de Faria e Ludimila Bissonho Rodrigues, do Ministério Público do Estado, no dia 19 de julho, Rodrigues detalhou uma reunião no escritório de campanha de Garotinho, na Torre Rio Sul, realizada em setembro de 2014. Ele disse que foi ‘convocado’ para uma reunião com o ‘Líder’, segundo ele como Garotinho é chamado, por um telefonema de Dinalva, então secretária do ex-governador.

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“Que Garotinho entrou na sala muito irritado, ficou em pé na cabeceira da mesa e disse que seria breve e que precisava de 5 milhões de reais para a campanha e que era para cada um dos presentes dar 1 milhão de reais”, relatou André Ropdrigues.

“Que o declarante não entendeu porque estava ali, já que tinha ido a Brasília por umas 4 vezes, quando Garotinho era deputado, para tentar receber seus créditos junto à prefeitura de Campos, entendendo que não tinha condições financeiras de fazer nenhuma doação.”

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O depoimento de Rodrigues é apontado como peça importante no conjunto de provas contra os ex-governadores.

Na ocasião, Rosinha Garotinho era prefeita de Campos dos Goytacazes, Norte do Rio. Garotinho era secretário municipal da gestão da mulher.

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