CUT deveria defender a própria “socialização” para não ter que aplicar demissões em massa

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) iniciou na última terça-feira (14) um Programa de Demissão Incentivada (PDI) para demitir quase 60% dos seus 178 “trabalhadores”. Em resposta, aqueles que são responsáveis por fazer greves ameaçam fazer uma greve, acabando com as greves nas profissões realmente úteis que “representam”.

De acordo com o estatuto da CUT, a entidade deve apoiar ao máximo os seus funcionários, afinal, ela tem um “compromisso com a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora”. O fato da entidade perder sua principal fonte de receita – o imposto sindical tomado a força de milhões de reais trabalhadores – deve ser irrelevante: “a luta por melhores condições de vida e trabalho” norteia a CUT, o que significa que deve pagar o máximo de “direitos trabalhistas” possíveis para os seus empregados, como estabeleceu a resolução da direção executa da CUT aprovada na recente plenária estatutária: “nenhum direito a menos”.

Aliás, pagar “direitos” é muito pouco. De acordo com a CUT, a entidade trabalha “no processo de transformação da sociedade brasileira em direção ao socialismo”. Já que a central sindical se declara socialista, por que não começar dando o exemplo? Que tal socializar o prédio de sua sede, no Brás, em São Paulo, com todos os “proletários” – não apenas os que trabalham na CUT, mas todos os trabalhadores brasileiros? Afinal, propriedade privada é coisa de capitalista burguês.

Mesmo a justificativa da CUT (“patrão burguês”, para usar o linguajar sindicalista) para as demissões não faz sentido. A central sindical defende, desde 2002, o fim do imposto sindical – inclusive com um site exclusivo para conscientizar os trabalhadores sobre a necessidade de extinguir a obrigação. Ora, “companheiros”, vocês venceram! Conseguiram! O imposto sindical foi extinto! Ou será que era apenas campanha para burguês ver?

Esta lógica de demitir os proletários sindicalistas, por sinal, está muito opressora. Por que os cortes devem acontecer “na carne dos trabalhadores”? Enquanto coloca chefes de família na rua da amargura, a CUT continua utilizando o grande capital para financiar o DIEESE – aquele departamento de “análises geniais” que vira e mexe aparece na mídia para dizer que o salário mínimo deveria ser o triplo do atual – e, pasmem, assessorar os políticos “golpistas” do governo Temer por meio do DIAP! Como ousam trair os proletários do mundo apoiando um “usurpador”, CUT?

Pior: colocar pobres sindicalistas para fora enquanto seus líderes participam de ótimos churrascos “contra o neoliberalismo” em Montevidéu (Uruguai) é um ultraje à classe trabalhadora! E as pesquisas pagas à democrática Vox Populi para mostrar o “companheiro” Lula sempre à frente, irão continuar enquanto a CUT coloca pobres mortadelas na rua? Os ricos têm que pagar mais, “companheiros”! Menos mal que a CUT não irá terceirizar funções para outras pessoas após as demissões democráticas – afinal, como diz a própria entidade, “terceirização é precarização das condições de trabalho“.

Milhões de brasileiros aguardam que a CUT seja fiel aos seus próprios princípios e corte todos os departamento e pesquisas que financia, socialize seu prédio inteiro e pague o máximo de “direitos trabalhistas” aos demitidos. Parasitas do mundo, sumi-vos!

As informações são do Instituto Liberal de São Paulo.

 

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2 comentários sobre “CUT deveria defender a própria “socialização” para não ter que aplicar demissões em massa

  1. 1) Essa narrativa dos futuros “desempregados” da CUT foi noticiada pela “Folha de São Paulo”, portanto deve ser vista com muito cuidado.
    O objetivo parece ser sensibilizar os mais imbecis para que pressionem os deputados para a criação de outro tipo de imposto sindical.
    O “desemprego” na CUT é pura cascata, porque cutistas e petistas jamais ficam desempregados: eles são remanejados para outros tentáculos da organização PT-CUT e para assessorias de parlamentares petistas federais, estaduais e municipais – vide o caso Luriam Lula no Rio de Janeiro.
    E vide o caso Delúbio Mensalão, que era tesoureiro do PT, virou tesoureiro da CUT e certamente arrumará outra boquinha de 15 mil reais em algum lugar dominado por petistas e sindicalistas.
    2) Não existe “sindicalista pobre” depois de quase 15 anos de dominação lulista. Que negócio é esse de liberal sentir pena de apaniguado da CUT?
    Todos os sindicalistas (CUT e Força Sindical) vivem muito bem e comem do bom e do melhor, portanto não merecem a “peninha” dos cidadãos normais – especialmente a dos desempregados que lutam para sobreviver.

  2. Apoiado! E digo mais: é preciso expropriar a propriedade privada dos meios de produção da CUT, a fim de que o trabalhador oprimido não tenha que produzir mais valia para líderes sindicais que falam em pegar em armas na frente de uma presidanta que saúda a mandioca.

    O choro é livre!

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