Candidatos que defendem manutenção da agenda econômica podem se dar bem com retomada da economia, diz especialista

A um ano das eleições, os sinais de que a recessão ficou para trás tornam-se cada vez mais claros no Brasil. O desemprego começa a recuar, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou dois trimestres consecutivos de alta e o comércio voltou a tomar fôlego. O desempenho desses indicadores nos próximos 12 meses será decisivo para definir o desfecho do pleito presidencial. Quanto mais forte o ritmo de retomada da economia, diz a consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), maiores as chances de candidatos centristas, mais alinhados ao mercado.

Isso porque, depois de dois anos de crise, os brasileiros não estariam dispostos a colocar em risco uma eventual recuperação do poder de compra, do consumo e o aumento da sensação de bem-estar apostando em candidatos com discurso mais radical – à esquerda ou à direita -, avalia Fiona Mackie, diretora regional para a América Latina da EIU.

“Quanto mais clara a recuperação, mais pragmáticos tendem a ser os eleitores”, ressalta.

A análise sobre o Brasil consta em um relatório sobre o panorama eleitoral da América Latina em 2018 que a consultoria, parte do grupo que publica a revista The Economist, divulga nesta terça-feira.

Nesse cenário, o partido que mais se beneficiaria seria o PSDB, ela diz – hoje, o mais cotado para disputar a Presidência pelo partido é o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

A informação é da BBC Brasil.

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