Nicolás Maduro é a prova de que a luta contra o “discurso de ódio” não passa de um eufemismo para censura

Por tudo o que aconteceu na segunda metade do século passado, com a guerra fria disseminando ditaduras em todo o planeta, a humanidade pegou uma justa aversão à censura. O que está longe de significar que forças políticas, quando com o devido poder, não veem vantagem nela. Contudo, esse sentimento não pode ser explícito, ou não chegam ao posto em que conseguem calar adversários.

Não é por outro motivo que toda sorte de eufemismos é sacada para disfarçá-la. Por muito tempo, falou-se em “controle social da mídia”. Mas, com a internet descentrando a origem das “narrativas”, o recurso deu vez a uma eterna luta contra o que chamam de “discurso de ódio”. É, por exemplo, como o Vale do Silício se justifica ao derrubar tantos canais que rendem aos bilionários da TI algum nível de desconforto.

Pois bem… Nicolás Maduro, que já é reconhecido no mundo todo como um ditador, decidiu pesar a mão contra as críticas recebidas. E, sob a desculpa de que combate justamente o tal discurso de ódio, por intermédio de um “decreto-lei”, promulgou a Lei contra o Ódio, para Convivência e Tolerância Pacíficas.

O socialista jura agir assim para combater o racismo, mensagens hostis e a intolerância até mesmo contra orientações políticas. Como pena, aqueles que infringirem o texto terão os direitos políticos cassados, perderão concessões de rádio e TVs e podem pegar de 10 a 20 anos de cadeia.

Para a Human Rights Watch, por exemplo, tudo isso não passa de uma tentativa de acabar com a “liberdade de expressão nas mídias sociais”. Já Cecilia Sosa, ex-presidente Corte Suprema de Justiça venezuealana, a lei “pretende legalizar a repressão com aparência jurídica. É um atentado à liberdade de opinião, uma repressão sofisticada”.

Enquanto isso, o líder nas pesquisas presidenciais brasileiras já deixou claro que ficou “mais maduro“.

A informação é do portal Implicante.

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