Exclusivo: Grupo investigado por formação de quadrilha se aliou a assessor de Lula para publicar ataques contra o MBL em portais como UOL e El País

Há dias o Jornalivre revelou, também com exclusividade, que o jornalista Vinícius Segalla, autor de matérias caluniosas contra MBL, Juiz Sérgio Moro e inúmeros inimigos do petismo era assessor contratado do Instituto Lula, comprometendo portanto sua isenção e a dos veículos que lhe concederam espaço.

Saiba mais: https://jornalivre.com/2017/11/06/bomba-acusado-de-cobrar-propina-jornalista-que-mente-para-atacar-moro-e-mbl-e-assessor-de-lula-2/

Reportagens deste veículo como as “Cai a farsa: É Lula o mandante por trás de ataques de jornalista ao MBL e juiz Moro” e “UOL e El País descem ao esgoto ao contratar jornalista do Instituto Lula para atacar MBL e Sérgio Moro” revelaram as relações de poder e cumplicidade entre alguns veículos de comunicação e jornalistas com a defesa do ex-presidente condenado por corrupção. Além de Segalla, reportagens listaram blogs como o de Luís Nassif (R$ 746 mil), o Brasil 247 (R$ 732 mil), o Diário do Centro do Mundo (R$ 194 mil) e o Conversa Afiada (R$ 333 mil), do jornalista Paulo Henrique Amorim, entre outros, como veículos “independentes” que mantiveram estreito vínculo com o petismo durante os governos Lula e Dilma.

Hoje, contudo, foi publicado pela coluna da Mônica Bergamo na Folha de São Paulo que a Polícia Civil de São Paulo iniciou um inquérito para investigar o ator Alexandre Frota e o advogado Cléber Teixeira, denunciados por estelionato e formação de quadrilha junto a outros indivíduos, como Carlos Rigat e Felipe Lintz. Veja:

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Clique para ler no site

Na área cível, a Justiça já havia determinado, na terça (7) que a associação — que se disse dona da marca MBL — deixe de se dizer proprietária do MBL, a fim de preservar sua idoneidade, e desative um domínio na internet. O uso indevido é uma das irregularidades que serão investigadas pela polícia civil, em denúncia que fala ainda de chantagem com fim de ser nomeado a cargos públicos, ameaças, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato, conforme inquérito policial registrado sob o número 729/17 na 03ª seccional de polícia e 15º distrito policial de Itaim Bibi.

imagem inquérito
Inquérito Policial

No documento ao lado, destaque para o nome de Cléber dos Santos Texeira, recentemente entrevistado pelo jornal El País em matéria co-assinada pelo jornalista e assessor do Instituto Lula Vinícius Segalla, em parceria com Gustavo Aranda, repórter do Jornalistas Livres, site de nome semelhante ao do Jornalivre de modo a confundir leitores e se valer de nossa credibilidade, porém de editorial abertamente ultraesquerdista. De acordo com a denúncia, seria Teixeira o responsável por, em março deste ano, armar matéria com o BuzzFeed para acusar o vereador Fernando Holiday de caixa 2, ocasião que o próprio vereador pediu uma investigação de suas contas ao Ministério Público, sem que nada tenha sido encontrado em oposição a sua campanha eleitoral até então. No ano passado o mesmo Vinícius Segalla publicou matérias caluniosas contra o movimento como Áudios mostram que partidos financiaram MBL em atos pró-impeachment Líder do MBL responde a mais de 60 processos e sofre cobrança de R$ 4,9 mi. Além do movimento, o juiz Sérgio Moro também foi alvo do repórter de Lula, em matéria desmentida por juristas e especialistas:

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Desde 29 de setembro, porém, Segalla voltou a atacar o movimento a partir de inúmeras matérias sistematicamente vinculas pelo portal El País em um prazo de pouco mais de 1 mês, denotando aberta perseguição sob ordens de seu chefe, Lula. De acordo com nota do movimento publicada nos meios de comunicação, os responsáveis estão sendo, todos, devidamente processados pelas mentiras. Veja todas elas:

28 de setembro

01

2 de outubro02

4 de novembro03

5 de novembro04

No fim de setembro, em matéria assinada por Vinícius Segalla, Felipe Betim e Mariana Rossi; os repórteres do El País — liderados pelo assessor do Instituto Lula — armaram a cama de gato para as próximas matérias, muito provavelmente em cumplicidade desde já com o grupo de Cléber e Frota, fontes de uma reportagem que pretendia inferir uma suposta fragilidade jurídica na estruturação formal do movimento.

Dias depois, os mesmos jornalistas noticiaram que o ator Alexandre Frota teria entrado na disputa pela marca MBL, algo que jamais aconteceu, conforme demonstrou decisão judicial repercutida na imprensa. Veja aqui e aqui. Recentemente, no entanto, os nomes dos jornalistas autores das matérias foram ocultados pelo site e substituídos pelas iniciais de cada um, talvez como forma de evitar ou dificultar a identificação para potenciais processos:

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Apenas iniciais

Um mês depois das primeiras matérias, no início de novembro, o advogado Cléber Texeira saiu da sombra e emitiu uma série de ataques contra a campanha eleitoral do vereador Fernando Holiday, inclusive acusando membros do movimento de ameaçá-lo de morte, sem, no entanto, apresentar quaisquer provas nesse sentido. Sobre as acusações, Holiday deu entrevista ao Sul Connection onde disse que processaria “ele (Cleber) e quem mais estiver associado a isso, pelo crime de calúnia” e já adiantava que tinha informações de que uma “quadrilha” tentava atacá-lo, inclusive “com auxílio institucional do Partido dos Trabalhadores”.

 

 

 

Veja entrevista completa: http://www.sulconnection.com.br/noticias/5043/exclusivo-holiday-responde-ataque-sobre-contas-de-campanha

Não é a primeira vez que o ator se relaciona com o petismo. Acolhido por setores da direita desde o ano passado após suposta “conversão ideológica”, o hoje ativista Alexandre Frota tem um histórico controverso em seu relacionamento com lideranças deste segmento. Anos atrás, Frota foi fotografado ao lado do ex-presidente Lula, em evento do time de Rugby do Corinthians, time de coração do petista, o qual ele representava como atleta:

Pouco tempo depois, durante a polêmica sobre a cura gay, o ator afirmou a diversos canais de comunicação ter sido namorado do deputado Marco Feliciano por dois anos. A afirmação, porém, foi desmentida pelo próprio ator anos depois, quando pediu desculpas ao Pastor evangélico. Assista:

À época, Frota mostrava-se favorável ao movimento LGBT, tendo inclusive feito filmes adultos do gênero e posado para foto com a bandeira do arco-íris (clique e veja), simbolo do movimento gay internacional. Não foi possível apurar, contudo, se a relação entre o assessor de Lula Vinícius Segalla e o grupo comandado pelo advogado Cléber Teixeira e Alexandre Frota começou apenas este ano, ou se estende a mais tempo, tendo em vista que a perseguição de Segalla ao movimento, a mando do chefe, vem desde o ano passado e a entrada e posterior saída de Teixeira da campanha eleitoral foi relâmpago.

A conclusão deve ser dada pela polícia civil assim que o inquérito avançar e trazer mais informações à tona. Tentamos contato com o Instituto Lula e com os investigados mas não obtivemos resposta.

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