Bomba: Acusado de cobrar propina, jornalista que mente para atacar Moro e MBL é assessor de Lula

Em depoimento, prestado ao delegado Gianmarco Paccola Capoani, da Polícia Civil de MT, o ex-assessor do governador e lobista Rowles Magalhães Pereira Silva afirmou ter pagado propina ao repórter Vinícius Segalla, do UOL, para que ele não publicasse notícias negativas sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o acusou de chantagem, após uma sequência de reportagens no portal, no período de 2011 a 2012.

Nas palavras do lobista, Segalla teria revelado que “recebia mensalmente vantagens econômicas para manipular informações na imprensa no sentido de denegrir o projeto do VLT e apoiar o BRT”, afirmou.

De acordo com Rowles, o jornalista “solicitou algumas vantagens mensais e eu disse que pagaria R$ 7 mil por mês a ele, que ficou com o único compromisso de não publicar notícias negativas no UOL em desfavor do VLT”, disse.

No relato ao delegado consta ainda que Segalla estipulado um prazo: “até segunda-feira, porque, na terça-feira, ele faria a publicação da matéria e iria ‘me fuder’”, afirmou Rowles. “Ele me disse que queria R$ 500 mil, até segunda-feira, para não publicar a matéria, que seria publicada na terça. Eu falei que seria impossível arrumar esse dinheiro, e pedi a ele que aguardasse uma semana. Ele concordou”, relatou.

À época repórter contratado do UOL, Segalla foi demitido do portal meses após ter publicado um ataque contra Renan Santos, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL). Na publicação, o jornalista usa a manchete para afirmar que “Áudios mostram que partidos financiaram MBL em atos pró-impeachment” mas não comprova a informação no texto da matéria, de acordo com o jornalista Reinaldo Azevedo: “não há uma só evidência do tal financiamento. É claro que o MBL tinha e tem de trabalhar com os partidos políticos. São eles que decidem sobre o impeachment.”.

A manipulação de informações, no entanto, fez com que Segalla fosse acusado em inúmeros portais e páginas na internet de ser ligado ao PT. Um internatura chamado Rodrigo Planche perguntou “Quanto Lula te prometeu”, mas o jornalista usou o Twitter para negar o qualquer vínculo:

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Recentemente, porém, mais precisamente em agosto deste ano, o portal Folhamax noticiou que, após ter sido demitido do UOL, Segalla foi contratado como assessor do Instituto Lula. De acordo com a reportagem, Segalla não esconde a admiração por Lula e por grupos políticos de esquerda, ao posar para fotos ao lado do líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos em seu perfil na rede social Facebook. Veja:

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A denúncia que lhe deu “notoriedade”, no entanto, foi julgada improcedente e arquivada pelo Ministério Público do Mato Grosso, demonstrando completa falta de compromisso com a verdade nos conteúdos publicados. A relação umbilical, contudo, até então negada pelo jornalista à época da matéria caluniosa sobre o MBL, surge à luz dos fatos mais de um ano depois, revelando que Lula e o PT estão por trás de uma sórdida campanha de assassinato de reputações contra líderes do movimento, criado em 2014 e principal artífice do impeachment de Dilma.

Não era a primeira vez que o profissional servia ao partido. Durante o processo de cassação da ex-presidente, em abril do ano passado, quando o condenado por corrupção Lula parecia estar prestes a ser preso, Segalla assinou uma matéria que trazia no título: “Documentos indicam grampo ilegal e abusos de Moro na origem da Lava Jato”, fato descartado e rebatido por juristas e renomados articulistas, à época:

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Os laços comprovam a tese de que o Partido dos Trabalhadores mantém jornalistas militantes em sua folha de pagamento, conforme disse Romeu Tuma Junior em “O Assassinato de Reputações” e reafirmam reportagens que listaram o Blog do Luís Nassif (R$ 746 mil), o Brasil 247 (R$ 732 mil), o Diário do Centro do Mundo (R$ 194 mil) e o Conversa Afiada (R$ 333 mil), do jornalista Paulo Henrique Amorim, entre outros, como blogs que receberam verba oficial durante o governo petista. O caso evidencia que Moro e o MBL — alvos de Segalla — não são atacados por acaso, tendo Lula por detrás das matérias do agora assessor de seu Instituto, provavelmente contratado como forma de “promoção” e agradecimento pelos serviços prestados.

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11 comentários sobre “Bomba: Acusado de cobrar propina, jornalista que mente para atacar Moro e MBL é assessor de Lula

  1. MBL qual é o problema em uma pessoa de esquerda ter feito parte dos quadros de um veículo de comunicação da grande mídia? Já não basta estes veículos serem majoritariamente serem preenchidos por gente de direita como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Kim Kataguiri?

    Vocês defendem o monopólio da informação e da opinião, assim como fazem com o Escola sem Partido, que na verdade é o Escola de Partido Único, ou seja, Escola da ideologia vigente que busca manter o status quo e o establishment econômico.

    1. Não tem problema desde que faça reportagens imparciais e não tendensiosas ou até mesmo mentirosas e caluniosas.O monopólio da informação e opinião durante os ultimos 2 governos, 14 anos foi petista que gastou bilhões de dinheiro público com propaganda e imprensa e isso é notório . Só cego não viu e só otário acredita socialismo e comunismo nos dias atuais.

  2. As redações dos grandes veículos são notoriamente preenchidas com pessoal de esquerda .monopólio da informação é prática comum às nações socialistas , e escola com partido além de ser uma violência covarde aos mais jovens é uma excrescência moral .

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