Revista Exame publica falsa notícia sobre assentamentos israelenses na Cisjordânia e é desmascarada

revista Exame online anunciou em uma falsa manchete que haveria mais israelenses do que palestinos na Cisjordânia. No final das contas, a revista deixou a comparação populacional de lado, e simplesmente criou uma matéria sem lógica alguma, onde diz que a quantidade de unidades habitacionais israelenses na Cisjordânia – o que ela generaliza como assentamentos – é maior que a quantidade de palestinos na região (sem fornecer quaisquer dados ou números sobre isso).

exame-assentamentos-768x264.png

Para começar, um falso título. 

Vejamos o que os números dizem sobre a população da Cisjordânia:

  • População total da Cisjordânia: 2.747.943 (julho de 2017)
  • Colonos israelenses na Cisjordânia: aproximadamente 391.000 (2016)

Uma rápida matemática revela um número de aproximadamente 2.35 milhões de palestinos vivendo na Cisjordânia. Além de uma manchete completamente falsa, a matéria em momento algum fornece dados sobre a população da Cisjordânia.

Um falso subtítulo:

Em primeiro lugar, foram aprovadas mais de 6.700 unidades habitacionais em assentamentos já existentes há décadas, e não novos assentamentos. Um edifício dentro de um assentamento pode conter dezenas ou centenas de unidades habitacionais. E se existisse de fato este número de assentamentos israelenses (que na realidade figuram pouco mais de 100), ainda não chegariam perto da quantidade de palestinos na Cisjordânia.

Algo a ser levado em conta: unidades habitacionais aprovadas não significa unidades construídas. Sua construção pode levar um bom tempo para ocorrer, se ocorrer.

A matéria:

Tirando fatos já abordados acima, alguns pontos a esclarecer:

  • Faz 25 anos que Israel não constrói um novo assentamento. Um foi recentemente aprovado, mas ainda não foi construído.
  • Israel tem construído novas casas dentro de assentamentos já existentes na área C da Cisjordânia, que não é território palestino, é território em negociação.
  • Os conflitos na região não vão se agravar pela futura construção de um muro de 760 km. Há uma barreira de segurança, feita mais de 90% de cercas e não de muros de concreto, construída há anos por motivos de segurança. Durante a chamada “Segunda Intifada”, terroristas palestinos mataram uma média de 200 israelenses por ano e feriram milhares. No entanto, quando Israel construiu a barreira, as mortes e lesões israelenses diminuíram em aproximadamente 90%.

Os números aqui figuram casas aprovadas para construção na Zona C da Cisjordânia, e não “assentamentos na Palestina”.

  • Não há uma disputa entre Estados, mas entre governos. Por mais que se aspire a um Estado palestino, este ainda não foi criado.
  • A Cisjordânia nunca foi inteiramente um território palestino. Sua área fora designada pela ONU em 1947 para compor um Estado árabe, mas o plano nunca foi concretizado por conta da recusa árabe e início da Guerra de 1948. Em 1949, a Cisjordânia ficou sob poder da Jordânia até o fim da Guerra de 1967 quando Israel conquistou a área em uma guerra defensiva, e nos anos seguintes foi se retirando aos poucos em diferentes acordos para a paz. Os acordos interinos entre Israel e a OLP de 2000 estipularam o tipo de controle em três áreas diferentes da Cisjordânia: Zona A, principais áreas árabes, controlada civil e militarmente pela Autoridade Palestina (AP); Zona B, cidades e vilas palestinas onde a AP exerce o controle civil e a IDF, o controle militar; e Zona C, considerada em disputa, onde estão os assentamentos israelenses.
  • Falar metaforicamente em uma cidade israelense não faz sentido algum quando os assentamentos compõem menos de 2% da área total da Cisjordânia.

Finalmente os números mostrados neste último gráfico são falsos. Pode-se falar em aproximadamente 600 mil colonos israelenses se juntarmos os moradores de Jerusalém oriental e da Cisjordânia, o que não vem ao caso nesta matéria. E não existe uma população de 200 mil palestinos em lugar algum. O que existem são mais de 2 milhões de palestinos na Cisjordânia. Talvez a redação da Exame tenha comido um zero.

Uma matéria desastrosa, tendenciosa e extremamente falsa, que compara populações sem ao menos mostrar uma estatística. E o pior, muitas pessoas compram o que lêem como verdade.

Se os assentamentos israelenses são ou não um obstáculo à paz, isto é assunto para outras discussões. Mas definitivamente matérias falsas e claramente anti-Israel que trazem ao mundo uma realidade que não existe, somente afastarão o diálogo, e consequentemente a paz.

O texto é do site Honest Reporting

Anúncios

4 comentários sobre “Revista Exame publica falsa notícia sobre assentamentos israelenses na Cisjordânia e é desmascarada

  1. Pallywood = Palestinian hollywood.
    Tem muitos anos que a grande midia segue uma pauta com o objetivo de deslegitimizar Israel.
    Forjam fotos do conflito, arranjam falsas vitimas e manipulam números…

    La pra 2002 se eu nao me engano, aconteceu algo parecido com o New York Times. Lançou uma manchete com uma foto de um jovem ensanguentado e um soldado atras, que dizia: “Palestino ferido no monte das oliveiras”. Um dia depois, a redação recebia uma visita surpresa do então jovem que revelou na verdade que ele era um judeu americano que havia sido ferido em um ataque palestino e que aquele soldado havia o salvado e que aquela foto era dele e não era no monte das oliveiras(havia no fundo um posto de gasolina, coisa que não existe no monte das oliveiras). O new york times então teve que emitir uma notinha no canto da ultima pagina do jornal pra se desculpar e consertar o erro… mas não se comparou a manchete, portanto muita gente nunca ficou sabendo que eles erraram.

  2. Pois é… É a esquerda infiltrada nas redações de toda a imprensa aqui no país… nem a Abril mais se salva (vide o que virou a Veja – a maior decadência da história!). Não compro nem assino mais nada dessa porcaria de Abril. Aliás, nem das organizações Globo, também – outro grupo que resolveu comprar as causas da esquerda aqui no país, ficar defendendo pornografia infantil, banalizando “crianças trans”, defendendo drogas, etc… A verdade é que a grande imprensa aqui no país já morreu e não sabe. Diga-se de passagem: ainda bem que existe Internet!!

Deixe uma resposta