Documento mostra que Janot sabia de varreduras anti-grampos nos gabinetes de senadores

A Advocacia-Geral do Senado voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal que devolva equipamentos da Polícia Legislativa apreendidos no âmbito da Operação Métis, que investigou supostas varreduras ilegais contra grampos nas casas e gabinetes de parlamentares. No documento, os defensores do Senado mostram registro de diálogo entre o chefe de gabinete do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, Eduardo Pellela, datado de meses antes da ação da PF, em que um agente da Polícia Legislativa comunica ‘que a Polícia do Senado realizando procedimentos de contra medidas de vigilância técnica (varreduras) em residências de senadores os quais, segundo os meios de comunicação, estavam sendo investigados pela chamada Operação Lava Jato’.

A Operação Métis foi deflagrada em outubro de 2016, contra um grupo de policiais legislativos que, segundo a PF, montaram um sofisticado esquema de contrainteligência em trama para supostamente blindar os senadores Fernando Collor (PTC/AL), Gleisi Hoffmann (PT/PR) e os ex-senadores Lobão Filho (PMDB/MA) e José Sarney (PMDB/AP).

A Operação provocou a ira do presidente do Congresso Renan Calheiros (PMDB-AL) contra o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, que autorizou a deflagração da Métis.

O ministro Teori Zavascki chegou a suspender a Métis e pediu que o inquérito fosse enviado da 10ª Vara Federal da Seção Judiciária de Brasília à Corte máxima, ao entender que o processo envolvia investigados com foro privilegiado.

O então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a manifestar que as investigações não atingiam os senadores e que não houve usurpação de competência.

As informações são do Estadão.

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