Modelo alemã faz tratamentos para se tornar negra

Após gastar centenas de euros para “turbinar” os seios, a modelo alemã Martina Big se coloca em uma polêmica racial. Ela iniciou, em janeiro deste ano, tratamentos estéticos controversos de injeções de bronzeamento. Martina, agora, se autodeclara negra e disse no programa inglês “The morning” que pretende tomar outras medidas para “se tornar negra”. Entre essas medidas estaria um procedimento cirúrgico para “alargar o nariz”. O caso levantou o debate na internet sobre raça ser uma questão que se resumiria apenas à cor da pele.

Durante a entrevista, ela disse que nunca se sentiu confortável em sua própria pele e que sempre sonhou em mudar seu corpo. Martina, de 29 anos, afirmou ainda aos apresentadores do programa que quer reduzir as próteses que colocou. A transformação estética da modelo começou em 2012 e parece não ter fim. “Eu gosto das curvas da mulher negra e quero tê-las passo a passo”, declarou a modelo.

Martina, que era loira, comparou sua recente transformação ao cuidado que os “garotos têm com seus carros”, que “gostam de trabalhar neles e curtem o resultado”. “A cor da minha pele mudou e eu percebi que a cor dos meus olhos também, assim como a da minha sobrancelha. E meu cabelo está se tornando mais preto, escuro e está ficando encaracolado”.

As informações são do jornal O Globo.

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4 comentários sobre “Modelo alemã faz tratamentos para se tornar negra

  1. 1) Recorrer à cirugia plástica para destruir o próprio corpo – especialmente o rosto – não é novidade.
    A internet está cheia de casos envolvendo pessoas comuns e celebridades cujas operações de “embelezamento” deram errado e resultaram no surgimento de monstros deformados; atrizes e modelos com cara de gato, outra que quis parecer a boneca Barbie, outro que queria ser o Ken.
    Há o caso de uma moça bonita que resolveu injetar óleo de cozinha no rosto, ao invés de botox. Quase morreu e o rosto ficou monstruoso. Teve de fazer operações plásticas corretivas, mas jamais voltará a ter a beleza natural.
    Pior do que enfrentar o espelho diariamente é passar o resto da vida realizando cirugias plásticas para consertar os danos estéticos oriundos de procedimentos errados.
    O inconformismo com o próprio corpo é algo natural, mas o ser humano não é robô (cujas partes podem ser trocadas) ou um carro que passa por funilaria e pintura. Deve-se pensar muito antes de “passar pela faca” para não se arrepender dos resultados.
    2) A mudança radical descrita no post é bizarra e absurda. A mulher não estava apenas inconformada com o próprio corpo, e sim por pertencer à “raça” branca de olhos claros. Fez uma cirugia plástica militante esquerdista.
    Mas “ser negro” é apenas ter a pele escura ou é algo que ultrapassa a caricatura estereotipada do tipo “Al Jolson” (“O Cantor de Jazz”, 1927)?
    Pode-se “pensar como negro” e “agir como negro” mesmo sendo uma pessoa branca de olhos claros?
    Depende do que essa pessoa branca inconformada entende por “ser negro”.

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