Em depoimento, ex-advogado da J&F acusa Janot de fraude

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, o advogado Willer Tomaz de Souza acusou o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de “fraude” no pedido de prisão feito contra ele em maio no âmbito da Operação Patmos, um desdobramento da Lava-Jato.

Willer, que já trabalhou para J&F, holding do grupo JBS, disse ter ficado 76 dias preso sem prestar nenhum depoimento. De acordo com ele, Janot mentiu ao sustentar que ele tinha ligações com os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) e que atuou “possivelmente” em benefício deles para impedir que ocorresse o acordo de delação premiada da JBS.

Segundo parlamentares presentes à audiência, ele chorou diversas vezes durante a oitiva, que ocorre a portas fechadas a pedido do próprio advogado. O depoimento reforçou o discurso entre os membros do colegiado contra a atuação de Janot e o instituto da delação premiada.

O advogado sustentou que, ao insinuar sua ligação com os senadores, Janot tentava fazer com que seu caso permanecesse nas mãos do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que envolvia pessoas com foro privilegiado.

As informações são do Valor.

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