Justiça condena Bolsonaro por “discurso de ódio”, mas se arrasta para condenar políticos corruptos

Veja o que foi informado – e comemorado – pelo blog petista Pragmatismo Político:

A juíza Frana Elizabeth Mendes condenou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em ação civil pública, ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil. O Ministério Público Federal, no Rio, por meio dos procuradores da República Ana Padilha e Renato Machado, acusou Bolsonaro por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra em geral. Em 3 de abril, o deputado fez uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, na qual ‘ofendeu e depreciou a população negra e os indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas, bem como incitou a discriminação contra esses povos’. Na ocasião, o deputado afirmou que visitou uma comunidade quilombola e “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”. Ainda citando a visita, disse também: “Não fazem nada, eu acho que nem pra procriador servem mais”. Na ação, os procuradores da República sustentaram que Bolsonaro usou informações distorcidas, expressões injuriosas, preconceituosas e discriminatórias com o claro propósito de ofender, ridicularizar, maltratar e desumanizar as comunidades quilombolas e a população negra. O Ministério Público Federal havia pedido R$ 300 mil de danos morais. No processo, Bolsonaro alegou que a ação se tratava de ‘demanda com flagrante cunho político’, e que suas declarações ‘são flagrantemente interpretadas de forma tendenciosa e, com um claro intuito de prejudicar sua imagem, e de toda a sua família’.

Com exceção de Sérgio Moro e Marcelo Brettas, que têm demonstrado trabalho exemplar ao conduzirem os complexos julgamentos da Lava Jato, o judiciário em geral se arrasta para condenar políticos corruptos.

Há alguns anos, por exemplo, o ex-prefeito de Joinville (SC), Marco Tebaldi, do PSDB, foi condenado pela Justiça por crime de corrupção. Entretanto, o judiciário demorou tanto para condená-lo que seu crime já havia prescrito, de modo que não houve aplicação de pena e ele segue como fixa limpa, inclusive exercendo a função de deputado federal.

Casos como estes são comuns, são cotidianos. No Brasil só sofre punição rápida quem enfrenta os pilares “morais” da extrema-esquerda.

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3 comentários sobre “Justiça condena Bolsonaro por “discurso de ódio”, mas se arrasta para condenar políticos corruptos

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