Mais provas falsas: engenheiro afirma que nunca recebeu pagamentos de Lula por aluguel de imóvel

O engenheiro Glaucos da Costamarques afirmou em interrogatório perante o juiz federal Sérgio Moro, em 6 de setembro, que não recebeu alugueis pelo apartamento 121 do edifício Hill House, em São Bernardo do Campo (SP), ocupado pelo ex-presidente Lula. Nesta segunda-feira, 25, o petista apresentou recibos que comprovariam o pagamento. O imóvel teria sido adquirido pela empreiteira Odebrecht, por meio de Glaucos – suposto laranja do ex-presidente no negócio -, como forma de propina a Lula, réu nesta ação penal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A Lava Jato afirma que não houve pagamento de aluguel entre fevereiro de 2011 e novembro de 2015.

“Não recebi”, disse Glaucos, taxativamente em interrogatório. O engenheiro declarou que não houve pagamento de atrasados.

Os recibos entregues pela defesa do ex-presidente contestam a versão dos procuradores. Segundo a documentação de Lula, os alugueis foram pagos em nome da ex-primeira-dama Marisa Leticia – morta em fevereiro deste ano vítima de um AVC.

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O engenheiro disse que é primo distante do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. O avô do engenheiro é primo do bisavô de Bumlai. “Sou um primo distante, mas eu sou considerado mais que primo, porque muito amigo, né? Muito próximos”, afirmou.

Segundo o engenheiro, Bumlai e o advogado Roberto Teixeira – compadre de Lula e réu nesta ação – contaram a ele que o apartamento 121 ‘era alugado pelo PT antes de o Lula ser presidente’.

“Depois que ele virou presidente, o apartamento foi alugado pela secretaria da Presidência da República, com contrato. O apartamento entrou em espólio, morreu o dono do apartamento. O espólio ofereceu esse apartamento à venda pela preferência de quem aluga, ofereceu pra… Como eles não iam comprar, a Presidência não ia comprar o apartamento, então eles sabiam que o apartamento ia passar para alguém. O Zé Carlos me falou: ‘esse apartamento você pode comprar pra mim? Porque eu tô sem dinheiro agora e nós estamos com, não queremos que alguém estranho compre o apartamento e mude pra lá. Esse apartamento tem que continuar alugado’”, narrou o engenheiro.

As informações são do Estadão.

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