Imprensa chia com declarações do general Mourão, mas não dá um pio sobre os absurdos ditos por Safatle ou Mauro Iasi

O general Mourão recentemente afirmou que o Brasil precisa de uma intervenção militar, e diante disso a imprensa chiou muito. Foram duras as críticas contra o que disse o general.

No entanto, esta mesma imprensa se cala absolutamente diante de declarações igualmente ou até mesmo mais graves feitas por notórios esquerdistas. Um exemplo disso é o caso do comunista Vladimir Safatle, que escreveu na Folha de São Paulo que o país precisa de “o confisco dos aparelhos produtivos e o esvaziamento do Legislativo e do Executivo em prol da democracia direta, ancorada em assembleias populares deliberativas”, que na prática significa apenas o nada bom e muito velho comunismo.

O que Safatle defende, na realidade, é que o governo seja tomado por ditadores que decidam o que bem entendem e ignorem a separação entre poderes. Apesar de ter usado palavrinhas bonitas, o que ele disse é bem mais grave do que o que foi dito pelo general Mourão, e apesar disso a entrevista foi publicada com normalidade na Folha.

O mesmo já havia ocorrido antes, em 2015, quando o ultra esquerdista Mauro Iasi, em discurso feito para grande público, declarou guerra abertamente contra aqueles a quem se opõe. Sua declaração, aliás, não foi nada banal. Iasi deixou claro que para ele todos que se posicionam à direita merecem uma boa bala e uma boa cova, recitando o poema do também comunista Bertold Brecht. Veja o vídeo:

Iasi e Safatle não são crianças, tampouco são leigos ou pessoas irrelevantes no cenário político. O primeiro é líder de um partido que apoia o PT, além de ser PhD em História pela USP e de 2011 a 2013 foi o presidente da Associação dos Docentes da UFRJ. O segundo é um conhecido jornalista, trabalha na Folha, além de ser  filósofo e professor  livre-docente da Universidade de São Paulo. Ou seja, são pessoas que ocupam espaços estratégicos na sociedade, pessoas que têm acesso a dinheiro público e que trabalham diretamente com um grande público.

Se formos mais fundo, ainda dá para lembrar da incitação à violência praticada por figuras como Vagner Freitas, da CUT, ou o líder do MST e amigo de Lula, João Pedro Stédile, que já deixaram claras suas intenções em diversos momentos. Aliás – e por que não? – podemos falar até de Jean Wyllys, que estava presente em seminário LGBT no Congresso Nacional, ainda em 2012, quando um ativista de extrema-esquerda sugeriu pegar em armas para lutar contra a bancada evangélica, ao que o deputado do PSOL não apenas consentiu como aplaudiu.

Para nenhum destes casos a imprensa chiou. A declaração do general Mourão, no entanto, gerou polêmica e virou tema para críticas. Isso não é nada surpreendente.

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