Em entrevista, Janot tenta se explicar e diz ter sido “vítima de uma armadilha de Joesley”

Em entrevista ao Correio Braziliense, Rodrigo Janot começou rapidamente a articular suas desculpas esfarrapadas sobre o acordo de impunidade que homologou para a JBS. O ex-PGR quer realmente convencer que foi vítima de uma armadilha dos irmãos Batista, um tipo de arapuca.

Quando questionado se Joesley teria intencionalmente apagado áudios, por exemplo, Janot confirma de pronto:

Na leitura que fizemos, isso não poderia ter sido um equívoco, foi uma casca de banana mesmo. O ministro Fachin lacrou os 11 áudios, nem nós conhecemos. Eles, com medo de um dos 11 áudios ser um dos que estão recuperados pela polícia, colocaram um jabuti. Lá na frente, quando estourasse o negócio, diriam que entregaram e nós ficamos calados. É óbvio que foi uma armadilha. E como desarma uma armadilha? Coloca luz sobre ela. Santa Carol! Se ela não fosse tão CDF, poderia ter passado.

Só que esta conversa não é tão convincente se lembrarmos de alguns fatos, como por exemplo o fato de que foi o próprio Janot quem tentou desde o começo contornar a perícia da Polícia Federal, negando a ela acesso aos dados da homologação. Foi Janot quem tentou deixar a Polícia Federal de lado, homologando o acordo de impunidade sem que os áudios fossem periciados. Na época, quando surgiram os primeiros rumores de que Joesley tivesse editado e até mesmo apagado áudios, Janot foi um dos seus principais defensores.

Além disso, há outros pontos. O ex-PGR quer que acreditemos que dois procuradores que eram seu braço direito na Procuradoria tenham agido pelas suas costas, sem que mais ninguém soubesse, nem mesmo ele.

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