Por chamar um copo de cerveja escura de “nega gostosa” um professor será julgado por “racismo”

Um professor de geografia do Instituto Federal Fluminense (IFF) de Campos dos Goytacazes – RJ será julgado por “racismo” por ter feito um post em março de 2016 no Facebook onde chama um copo de cerveja escura de “nega gostosa”. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça no início deste mês de setembro.

A 2ª Vara Federal de Campos acatou a denúncia do MPF ao considerar que “há indícios suficientes de materialidade delitiva e da respectiva autoria, e que a conduta do réu se encaixa em discriminação pela raça”. O juiz acrescentou que a oração “Pra ninguém achar que eu não gosto de afrodescendente. Nega gostosaaaaa!!!! Uh!!!! Foi mal” sugere que “ele não possuiria apreço por afrodescendentes, mas, quando se trata de cerveja, não teria preconceito”.

Para o MPF, a conduta é ainda mais reprovável pelo fato de ter sido veiculada na internet, atingindo um grande número de pessoas, e por ter sido “realizada por um professor, chegando inclusive a jovens em período de formação, alunos e ex-alunos do denunciado”. Segundo a denúncia do MPF, a intenção discriminatória fica evidente na frase “pra ninguém achar que eu não gosto de afrodescendente”, pois “trata-se de uma forma irônica de dizer que o professor não gostaria de afrodescendente, mas abriria uma exceção em relação à cor para a cerveja preta”.

Ainda segundo a denúncia, a expressão “Uh!!!! Foi mal”, em que o professor “se desculpa”, deixaria nítida a sua intenção de ironizar “com o nítido cunho provocativo e a intenção de zombar de um determinado grupo (no caso, pessoas negras)”.

De acordo com o advogado que formalizou a denúncia, Jorge Batista de Assis, o professor atingiu toda comunidade negra e, principalmente, as mulheres negras: “Ele agrediu, com essa conduta dolosa, consciente. Ele incorreu no crime de racismo no artigo 20, parágrafo 2º da Lei 7.716. Esse professor fez piada de cunho racista e machista ofendendo a comunidade negra e as mulheres. Não só a mulher de Campos, mas todas as mulheres negras”, afirmou. O movimento negro, ao qual Jorge é ligado, afirmou que o post do professor “objetifica as mulheres negras, tratando-as como mera forma de prazer”.

A informação é do Instituto Liberal de São Paulo.

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22 comentários sobre “Por chamar um copo de cerveja escura de “nega gostosa” um professor será julgado por “racismo”

    1. Então ne´… Que tal se as loiras começarem a pedir justiça para com esses, e assim mostrar o quanto imbecis eles estão sendo… Ainda bem que meus amigos negros não são dessa geração mimimi…

  1. O Politicamente Correto é uma praga. E uma praga que vem se alastrando e tomando conta de tudo que é lugar, especialmente das universidades, que deveriam ser locais sagrados para a livre expressão de ideias, mesmo as mais estranhas.
    Mas como todos podemos perceber, não se trata de uma postura imposta pela maioria, e sim por uma minoria intransigente, organizada, histérica, e que pensa falar em nome dos “fracos e oprimidos”.
    Essa turma mimada e autoritária seria órfã do comunismo. É o que argumenta João Pereira Coutinho em sua coluna de hoje, com base em entrevista do professor Jonathan Haidt, da Universidade de Nova York, ao WSJ. Diz Coutinho:
    As nossas universidades não são universidades –centros de aprendizagem, ou seja, de alguma violência intelectual para abrir cabeças usualmente fechadas. São estufas de sensibilidade e ressentimento. Como explicar isso?
    […] 
    A maioria é pacífica, diz ele. A maioria quer aprender. A maioria não tem problemas com ideias heterodoxas. O problema, acrescenta, é a minoria: uma minoria intolerante e agressiva que –atenção, atenção– se comporta como as antigas seitas religiosas.
    Para esses crentes, as universidades devem ser “espaços sagrados” onde as “vítimas”, ou as supostas “vítimas” (negros, gays, mulheres etc.), são deuses reverenciais. Quando alguém ameaça alterar a ordem divina, chovem críticas, ameaças, vidros quebrados. E coquetéis Molotov.
    E para justificar o fenômeno, Coutinho lança mão da excelente análise de Raymond Aron sobre as “religiões seculares”, as seitas políticas totalitárias que prometem o paraíso terrestre. Nazismo, comunismo e fascismo são todos variações do mesmo tema.
    Com a queda dessas utopias do século XX, porém, criou-se um “vazio espiritual”, que foi logo preenchido pelo Politicamente Correto. Por isso mesmo essa praga foi espalhada pelos “intelectuais”, pela intelligentzia, a mesma que, antes, flertava com os três monstros utópicos acima. Coutinho conclui:
    Os órfãos de Moscou não sobrevivem sem uma fé. E uma fé não sobrevive sem santos e pecadores. Os santos são as minorias várias que ocupam hoje o lugar do antigo proletariado. Os pecadores são todos aqueles que sofrem de “preconceito inconsciente”, uma nova versão da “falsa consciência” que Marx e Lênin deixaram aos seus herdeiros.
    Muitas universidades, sobretudo no mundo anglo-saxônico (as restantes são apenas cópias do produto original), tornaram-se o último bastião dos derrotados. Incapazes de implantar “cá fora” os seus projetos de dominação social e econômica, resta aos intelectuais viciados no ópio das ideologias manipular o que se passa “lá dentro”: jovens com cabeças simplórias que são apenas marionetes de uma história que os transcende.

  2. Racismo chamar a cerveja “preta” de negra gostosa; mas e o fato de dois brancos enrabando um negro naquela exposição, não soa racismo????
    Justiça de injustos.
    Enquanto essa mente esquerdo para não for varrida pra longe do poder brasileiro, nada vai mudar, apenas os brasileiros iram continuar lastimando essa “justiça” fajuta.

    1. Verdade…É como diz Danilo Gentile: “Se você estiver do lado do ‘serto’ (dos donos do politicamente correto) você pode falar ou fazer oq quiser”…Em fim, se for para desrespeitar os costumes tradicionais da sociedade você pode fazer apologia ao racismo, a pedofilia, a zoofilia, estupro….pode ridicularizar os símbolos religiosos cristãos (quase 90% dos brasileiros)…..pode “bater na cara da sociedade”…pode tudo!!!! :/

  3. Só pode debochar, ironizar, xingar e ameaçar os cristãos, as elites, os empresários, a classe média, os conservadores, os imperialistas, os “estadunidenses”, os direitistas, os liberais, os “neoliberais”, os militares brasileiros, os policiais, os heterossexuais, os evangélicos, os “supremacistas brancos”, os eleitores do Trump, etc. Estes podem até ser assassinados sem provocar qualquer reação dos “progressistas”, cujas doutrinas criaram coisas como as FARC e os governos da Venezuela, Cuba e Coréia do Norte (sem esquecer os mais de 100 milhões de mortos na antiga URSS, China maoísta, Camboja, entre outras tiranias marxistas).

    1. “Só pode debochar, ironizar, xingar e ameaçar as elites”
      Ai depende. Critique o judeu húngaro e colaborador nazista Gyorgy Schwartz (George Soros) para ser rotulado de antissemita, mesmo sem referenciar as origens do mesmo.

  4. ATENÇÃO ! Doceiros e Panificadoras , cuidado quando fazerem o famoso bolo
    NEGA MALUCA …..
    Poderão ser indicados como Racistas , e as Panificadores como Receptires e Distribuidores de Racismo …kkkkkkkkkkk

  5. Tem mais o que fazer esse MP pra fazer não ? Se chamasse um copo de loura gostosa não teria problema, é politicamente correto ? Ah ! Vai catar coquinho ….

  6. Nossa! Nem sabia que brancos eram obrigados a ter apreço por “afrodescendentes” pelo simples fato de serem afrodescendentes. Será que o resto do mundo tb. esta chato assim?

  7. Que vergonha MPF, vao achar o que fazer… que chato é esse negocio de politicamente correto. Fico pensando o que teria sido dos Trapalhoes se fosse hoje.. ou o programa da Xuxa…

  8. Impressionante como o 1984 de George Orwell está entranhado na (in)justiça brasileira.

    Faz-se todo um contorcionismo linguístico para extrair um suposto cometimento de crime, como acontece nesse caso e aconteceu no caso do Bolsonaro X Maria do Rosário.

    Notem vocês que a coisa toda começa com a redefinição de crimes de modo a acolher essas barbaridades. Assim, uma simples frase de sentido obviamente figurado vira incitação ao estupro, enquanto uma lacônica brincadeira num ambiente virtual é enquadrado como o pior dos racismos.

    Recentemente, implicaram até com o verbo “denegrir”, o que já vinham fazendo, há mais tempo, com expressões como “a coisa ficou preta” (que nada tem de comprovadamente racista, referindo-se certamente – tal como o verbo – à escuridão das trevas).

    Já tentaram proibir os livros infantis de Monteiro Lobato! O escritor, na verdade, tratou a personagem Tia Nastácia com a maior dignidade, não usando jamais sua simplicidade como pretexto para rebaixar a raça negra.

    Mas, como comentaram acima, se for para expor um quadro em que um negro aparece em situação de submissão e servilismo sexual para homens brancos, aí pode, né? Assim como esculhambar qualquer negro que não se alinhe à esquerda, alcunhando-o até de capitão-do-mato.

  9. Agora dizem que a defesa contra o racismo é mi mi mi, eles adoravam quando as minorias eram esculachadas e ficavam calados
    Agora nao tem mais ninguem acorrentados as pessoas tem direito de se defender contra idiotas hipocritas

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