PF explica o que são os irmãos Joesley e Wesley: “criminosos profissionais”

A Polícia Federal publicou um relatório da Operação Acerto de Contas, e nele traçou um perfil dos irmãos Batista, donos da JBS.

“Buscavam lucrar utilizando-se da própria torpeza”, afirma o relatório da PF, subscrito por quatro delegados que detêm larga experiência no combate ao crime organizado – Victor Hugo Rodrigues Alves, Melissa Maximino Pastor, Edson Garutti e Karina Murakami Souza.

A PF destaca o envolvimento do ex-procurador da República Marcelo Miller, que teria sido corrompido pela JBS. “É indiscutível que Joesley e Wesley são criminosos profissionais e possuem perfis voltados à prática reiterada de crimes, o que indica que continuarão delinquindo caso permaneçam soltos.”

Em outro trecho da representação à Justiça Federal pela prisão preventiva dos executivos, a PF argumenta. “Reforça também a prova da contumácia delitiva o fato de que continuaram praticando crimes mesmo após obterem todos os benefícios que desejavam com a homologação da colaboração premiada, não apenas lucrando milhões com informações privilegiadas em prejuízo do mercado de ações e de derivativos, mas também cooptando niais um servidor público federal para lhes auxiliar na consumação dos seus objetivos ilícitos, conduta que sempre praticaram e que continuaram praticando mesmo após receber os benefícios do acordo de delação.”

As informações são do Estadão.

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