COVARDE: Marcos Bernardelli pede fim da votação do projeto Escola Sem Partido na Câmara de Campinas

Após uma sessão tumultuada na Câmara dos Vereadores de Campinas, SP, que ocorreu na segunda-feira, 4, o projeto de lei “Escola Sem Partido”, proposto pelo vereador Tenente Santini, do PSD, foi aprovado em 1ª votação, por 24 votos favoráveis e 5 contrários.

Após ampla divulgação, as entidades de extrema esquerda pressionaram e o vereador líder de governo na Câmara, Marcos Bernardelli se acovardou de forma vergonhosa e protocolou pedido de retirada da urgência da votação do projeto de lei. A votação para a retirada acontecerá nesta próxima segunda-feira, 11, e há acordo para aprovação. 

Caso aprovada a retirada da urgência de votação, o projeto não voltará mais para a pauta, assim como aconteceu com o projeto que vetava a adesão à ideologia de gênero no Plano Municipal de Educação, do vereador Campos Filho, do DEM. Os vereadores se acovardaram e querem usar desta manobra para engavetar o “Escola Sem Partido”, mesmo com aprovação da maioria dos parlamentares na primeira votação e apelo da sociedade civil organizada através dos movimentos democráticos.

A Comissão de Direitos Humanos da seção Campinas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é uma das entidades que está contra a aprovação do Escola Sem Partido. Encaminharam, antes da primeira votação do projeto, um documento de 63 páginas apontando porque acreditam que o projeto é “inconstitucional”.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Paulo César da Silva Braga, declarou que se o projeto for transformado em lei, a seccional de São Paulo da OAB poderá ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade ou outra medida judicial para tentar anular a legislação municipal. A questão que fica é: por que será que a OAB está com tanto medo de um simples cartaz que informa os deveres dos professores aos alunos?

Prefeito de Campinas também se acovarda diante da extrema esquerda

O prefeito Jonas Donizette, do PSB, está evitando o assunto e ainda não declarou se irá sancionar o projeto caso venha a ser aprovado pela Câmara Municipal. O seu único comentário foi o de que irá esperar a posição oficial da Câmara para decidir. Ou seja: não tem culhão para tomar uma posição por conta própria. É um covarde. “Eu acho que é um projeto que primeiro as pessoas têm que ter um pouco mais de equilíbrio no debate: aceitar o contrário, as ideias diferentes. Ninguém é obrigado a pensar igual ao outro, mas o projeto ainda está em debate na Câmara. Até conversei um pouco com presidente da Câmara (Rafa Zimbaldi) sobre isso.”, enrolou Donizette. “Então, se você for verificar as leis que já existem, já têm um determinado regramento sobre isso, mas eu vou me posicionar só depois que o processo se esgotar na Câmara Municipal”, finalizou afirmando sua posição de maria vai com as outras.

Movimento Brasil Livre

A atuação do Movimento Brasil Livre na cidade de Campinas foi decisiva para a aprovação do projeto em primeira votação. Desde o mês de agosto, o MBL está articulando a aprovação do projeto em mais de 100 cidades do Brasil e Campinas foi a primeira, após a realização do ato nacional em prol do Escola Sem Partido, que ocorreu no dia 16 de agosto, a votar favorável e aprovar o projeto de lei em primeiro turno, mesmo com forte oposição no dia da votação.

 

O Escola Sem Partido ganha força em todo o país

O Movimento Escola Sem Partido tem ganhado força por todo Brasil. Criado pelo procurador de São Paulo Miguel Nagib, em 2004, o projeto está disponível em site oficial do programa e o modelo de lei pode ser utilizado pelos vereadores e deputados que tiverem a coragem de propor às suas respectivas Câmaras. Desde julho deste ano, o Movimento Brasil Livre iniciou uma parceria com o Movimento Escola Sem Partido para articulação junto às Câmaras de Vereadores e de Deputados.

No Paraná o projeto tramita a nível municipal e estadual com articulação do Movimento Brasil Livre e do Movimento Escola Sem Partido. Em Londrina, o projeto de autoria do vereador Filipe Barros, do MBL, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça no dia 5 de junho. Em Maringá, Homero Marchese, também vereador do MBL, apoiou o projeto de lei que foi proposto à Câmara Maringaense em Agosto por Wilian Gentil, do PTB, e apoiado também por Alex Chaves, do PHS e Altamir da Lotérica, do PSD. Em Curitiba o projeto foi protocolado no início de julho pelos vereadores Ezequias Barros, do PRP, Osias Moraes do PRB e Thiago Ferro, do PSDB.

Outra capital que está com o projeto em tramitação é Belo Horizonte. A nível federal o projeto foi proposto pelo senador Magno Malta em 2016. Até o momento, a única cidade que já aprovou o projeto foi a pequena Santa Cruz do Monte Castelo, no norte do Paraná, ainda em 2014. A lei entrou em vigor em 2015 e cartazes foram pregados pelas paredes das salas de aula, e de professores, nas escolas municipais, apenas parar lembrar a todos que “o professor não pode se aproveitar dos alunos para promover seus próprios interesses ou preferências ideológicas, religiosas, políticas e partidárias”.

Filipe Barros visitou a cidade para desmistificar o mito em torno do programa e mostrou que não existe nada que “agrida” a honra ou liberdade de expressão do professor em sala:

 

Em São Paulo o projeto foi protocolado por Fernando Holiday, do MBL. Em abril, o vereador foi visitar escolas da cidades para verificar se estava ocorrendo irregularidades e doutrinação em sala de aula e causou alvoroço na extrema esquerda. O secretário de educação da prefeitura, Alexandre Schneider, criticou Holiday e teve que pedir desculpas por ter causado demais com o mimimi ao acusar o parlamentar de “intimidar” os professores.

O Escola Sem Partido ganha forças a cada dia que surge um novo vídeo de aluno registrando o momento em que seu professor esquerdista usa a sala de aula pra fazer propaganda partidária e disseminar as suas próprias preferências ideológicas.

Se a extrema esquerda respeitasse o ambiente escolar não seria necessária uma lei que pede a divulgação dos deveres dos professores, só que esses “professores” insistem em usar da audiência cativa que possuem na sala para enfiarem ideias fadadas ao fracasso na cabeça dos mais jovens.

E a reação dos sindicatos da classe e de movimentos de extrema esquerda, que ficam apavorados diante da ideia do Escola Sem Partido, é quase uma prova da necessidade da lei. Se não existe doutrinação em sala de aula como se explica esse medo de um cartaz colado na parede?

 

Os parlamentares que se acovardam e não ajudam na aprovação do Escola Sem Partido são coniventes com a doutrinação e os movimentos democráticos não irão permitir que a população esqueça na próxima eleição quem foram aqueles que deram o aval aos militantes travestidos de professores dos partidos de extrema esquerda.

Fonte: Correio, G1 e Nexo

Anúncios

4 comentários sobre “COVARDE: Marcos Bernardelli pede fim da votação do projeto Escola Sem Partido na Câmara de Campinas

Deixe uma resposta