Poucos dias antes de sair da PGR, Janot meteu o pé na porta para desviar o foco

Janot sairá da PGR ainda em setembro, em seu lugar entrará Raquel Dodge, que não é sua aliada.  Sua atuação no MPF tinha sido, até então, a de trabalhar em prol do PT. Por anos Janot esculhambou os inimigos do partido que o colocou no cargo e jogou para baixo do tapete diversas denúncias contra Lula, Dilma, Dias Toffoli e aliados.

Contudo, ontem ele decidiu meter o pé na porta. Por que agora? Porque este é um momento crítico para ele. Janot sabe perfeitamente que Dodge teria acesso aos mesmos documentos e provas que ele tem agora, e sabe que ela poderia fazer picadinho dele se descobrisse os áudios de Joesley, que já estavam com ele desde abril, podendo até mesmo denunciá-lo por omissão e obstrução da Justiça.

As denúncias apresentadas agora contra o PT são uma tentativa desesperada de redenção. O procurador demorou esse tempo todo para fazê-lo, e só fez porque o momento exigia uma atitude conveniente.

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