Aqueles que colocaram o acordo de impunidade da JBS sob suspeita estavam certos o tempo todo

Desde que o acordo da JBS se tornou público e soube-se que os irmãos Batista haviam conquistado a impunidade total por seus crimes confessos, uma parcela da população e dos jornalistas se manteve cética, enquanto outra comemorava e endeusava o empresário corrupto.

Como já se sabe, essa alegria dos crentes não durou muito. Os novos áudios entre Joesley e Ricardo Saud detonaram totalmente os sonhos daqueles que acreditaram cegamente na palavra do empresário e, principalmente, destruiu a alegria mórbida daqueles que queriam o caos.

Na conversa, ficou claro que tudo não passou de armação. Joesley e Saud tinha linha direta com o procurador Marcelo Miller, aquele que Michel Temer citou em um de seus pronunciamentos. Miller havia deixado a PGR pouco tempo antes do acordo se tornar público para trabalhar em uma firma de advogados. A firma, por sua vez, trabalha para a JBS.

Tal fato, além da própria impunidade oferecida aos Batista, foi visto como suspeito por muita gente. Por alguns meses essa tecla foi batida até a exaustão. Todos aqueles que duvidavam do acordo eram colocados em xeque com a acusação de estarem “defendendo Temer”, quando na realidade o que se comentava era o fato de Janot ter dado perdão aos diversos crimes cometidos por dois réus confessos.

Eis que o tempo passou e a verdade acabou surgindo. Os novos áudios revelam claramente o envolvimento de muitas figuras do alto escalão do judiciário e menciona ministros do Supremo, dentre os quais o próprio Janot. Além disso, figurões do PT como o ex-AGU José Eduardo Cardozo também foram mencionados. Pelo que Saud e Joesley comentam, é provável que JEC tivesse conexões fortes com ministros da Suprema Corte, o que explica até então o esforço evidente que o STF teve em barrar o impeachment de Dilma Rousseff ou atrasá-lo.

Seja como for, mais bombas ainda vão cair, mas aqueles que duvidaram do acordo e questionaram a legitimidade das provas apresentadas tiveram, nesta semana, a sua Justiça, ainda que isso custe um alto preço.

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2 comentários sobre “Aqueles que colocaram o acordo de impunidade da JBS sob suspeita estavam certos o tempo todo

  1. 1) Estavam a favor da impunidade total do Joesley Bandido: a extrema esquerda, os “anta-gonistas” jacobinos mainardistas, “Folha de São Paulo”, Rede Globo, Globo News, VEJA e outros, porque queriam derrubar o presidente Michel Temer e colocar um/uma esquerdista na presidência.
    Estavam contra: “O Estado de São Paulo”, revista ISTOÉ, sites informativos como Jornalivre e Ceticismo Político, jornalistas Reinaldo Azevedo, José Nêumanne e outros.
    2) Uma investigação importante não pode depender exclusivamente das narrativas calibradas de um dedo-duro. Qualquer pessoa racional sabe disso, menos o Cupido Janô e suas flechinhas de bambu.
    O arrogante chefão da PGR pode ter ajudado a destruir o trabalho de muitos procuradores federais, se juízes e ministros do STF e STJ acharem que as delações premiadas estão viciadas, não somente a do Joesley Bandido, mas a delação de todo criminoso auxiliado pelo janotista Miller.
    3) O Janô transformou a Procuradoria Geral da República numa pocilga de dedo-duros, manchando a imagem da instituição.
    “(A gente) vai acabar virando amigo desse Ministério Público” (Joesley Bandido).
    O Janô é o responsável pelos imbróglios recente e o anterior que visava derrubar o presidente Michel Temer.
    O Janô merece ser investigado e punido, para servir de exemplo a todo funcionário público que age como deus ou super-herói.

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