Folha fica pistola com filme sobre Lava Jato: “demoniza investigados”. Era para santificá-los?

O colunista Guilherme Genestreti, da Folha, escreveu um artigo no qual reclama sobre o fato do filme sobre a Operação Lava Jato supostamente “demonizar” os investigados. Aliás, o que ele chama de “demonizar” é o que pessoas normais chamariam de mera apresentação dos fatos ocorridos. Veja alguns trechos do artigo:

Já com os personagens do outro lado do inquérito, o livro não mostra o mesmo apreço. O ex-diretor da Petrobras Renato Duque é “prepotente”, “arrogante”, “rude” e “irascível”. O empresário Marcelo Odebrecht é “insolente” e tem “sorrisinho provocador”. O ex-deputado José Dirceu poderia até ter “genes perversos”.

O nome disso é realismo. Duque se comportou desta forma no início das investigações, assim como Odebrecht. Hoje, após um longo tempo sofrendo a humilhação pública e os efeitos da prisão, todos estão mais dóceis, mas no início foi exatamente assim.

Abaixo, outro trecho. Desta vez o autor deixa claro o que realmente o preocupa:

E Sergio Moro? O juiz federal é “um tanto fora da curva” e mostra “ousadia e firmeza”. “O Moro é foda”, exaltam dois policiais/personagens. As ações do magistrado não são contestadas nem quando ele adota uma de suas atitudes mais controversas: retirar o sigilo da famosa conversa telefônica entre Lula e Dilma.

E volta a lorota do sigilo da conversa entre Lula e Dilma.

Sim, é uma lorota. Na ocasião, Lula era investigado pela força-tarefa e estava prestes a assumir um cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil. Na conversa entre ele e Dilma, ambos deixaram muito claro que a razão desta nomeação era livrar Lula da investigação, dando a ele foro privilegiado para que ele pudesse cair nas mãos do STF, que mais absolve do que condena.

A conversa entre os dois petistas deixava clara a tentativa de obstrução da Justiça, logo nada havia de errado em usá-la justamente para impedir que a Justiça fosse obstruída. Moro agiu dentro da legalidade e fim de conversa.

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2 comentários sobre “Folha fica pistola com filme sobre Lava Jato: “demoniza investigados”. Era para santificá-los?

  1. O ex-diretor da Petrobras Renato Duque é “prepotente”, “arrogante”, “rude” e “irascível”. O empresário Marcelo Odebrecht é “insolente” e tem “sorrisinho provocador”. O ex-deputado José Dirceu poderia até ter “genes perversos”. De fato, quem trabalha ou já trabalhou nessas corporações, sabe que essa gente possui esse tipo de postura.

    Portanto, não se trata de demonização, e sim de descrever as pessoas como elas realmente são em sua trajetória de perversão no maior escândalo de corrupção da história moderna.

    O curioso é que esse tipo de gente que critica quem “demoniza” vagabundo não critica quem demoniza figuras públicas como Jair Bolsonaro, João Doria ou Donald Trump.

    #Paz

    1. “O curioso é que esse tipo de gente que critica quem “demoniza” vagabundo não critica quem demoniza figuras públicas como Jair Bolsonaro, João Doria ou Donald Trump.”

      É porque essa turma esta sempre aberta ao diálogo, respeita as diferenças e entende que ódio só traz coisas ruins. SQN!

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