Comissão do ditador Maduro abre investigação seletiva para punir opositores que se manifestem

A Assembleia Constituinte do ditador Maduro instaurou uma tal de “Comissão da Verdade”, nomeada na quarta (16).

O objetivo é prender opositores políticos a partir da narrativa (baseada em vagueza intencional) de que estaria “punindo crimes de ódio”.

“Decidimos abrir uma investigação contra as pessoas responsáveis pelos fatos de violência acontecidos no ano de 2017, pela gravidade, por terem gerado crimes de ódio”, disse a presidente da ANC, Delcy Rodríguez, na sessão de abertura da Comissão.

Ela já deixou escapar suas intenções ao mostrar, durante sua fala, uma foto do deputado opositor e vice-presidente do parlamento, Freddy Guevara, junto a um dos jovens da chamada “resistência”, que enfrentaram as forças de segurança durante os protestos contra o presidente Nicolás Maduro, nos quais morreram mais de 120 pessoas.

O truque dos sicários de Maduro será dizer que as convocações aos protestos significam “crimes de ódio”.

Ela deixa novamente essa intenção escapar ao dizer que as investigações estarão dirigidas, segundo disse, aos “responsáveis da convocação e organização destes fatos violentos”.

“A Venezuela esteve durante mais de três meses acostumada ao tipo de imagens onde um deputado da República se dedicou a propiciar e promover os fatos violentos com fins políticos”, disse Rodríguez, referindo-se a uma foto de Guevara convocando protestos.

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