Líder de grupo denuncia feminismo por discurso que normaliza violência contra contra prostitutas

Pye Jakobsson, 48, presidente da Global Network of Sex Work Projects, discorreu em críticas ao movimento feminista sueco. Ela disse:

“Elas se acham no direito de falar em nosso nome, nos tratam como se fossemos crianças ingênuas e vulneráveis, o que nos expõe mais ao perigo. Para mim, isso é o oposto do feminismo.”

Conforme a Folha de São Paulo, a organização internacional reúne mais de 200 entidades de prostitutas de 71 países em prol da regulamentação desta atividade e de seu entorno, hoje criminalizado em boa parte do mundo. Segundo Pye, que é uma profissional do sexo na ativa, ao propagar narrativas de que prostitutas são exploradas, abusadas e estupradas, essas feministas disseminam a noção de que essas práticas, de tão comuns, são aceitáveis.

A Folha também diz que ela é especialmente crítica ao modelo sueco, que criminaliza clientes, agenciadores e donos de estabelecimentos (ou mesmo de apartamentos) em que o comércio de sexo ocorre, empurrando os trabalhadores do ramo para a clandestinidade. No Brasil, dois projetos de lei propõem abordagens opostas para o setor, um deles baseado no mesmo modelo.

Verdade seja dita, os movimentos feministas vivem se engalfinhando sobre este tema. Algumas dizem que é direito da mulher fazer o que quiser, exceto se prostituir porque aí ela estaria se vendendo ao “patriarcado”. Outras dizem que a escolha final é da mulher e que uma mulher pode perfeitamente escolher ser prostituta por prazer. O fato, no entanto, é que todas só querem decidir o que as mulheres podem ou não podem fazer.

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