Farra: dos 82 juízes punidos pelo CJN desde 2005, maior parte (53) segue recebendo salário

O Conselho Nacional de Justiça “puniu”, desde 2005, 82 juízes e desembargadores. Deste total, pelo menos 53 ainda recebem como “punição” uma bem recheada aposentadoria compulsória. Basicamente, o castigo para juízes que cometeram crimes ou irregularidades é receber salário sem trabalhar.

Neste caso estamos falando de qualquer coisa, desde um magistrado que eventualmente cometeu falhas graves no exercício da função até mesmo àquelas que cometeram crimes graves. É o caso do juiz José Edvaldo Albuquerque de Lima, de João Pessoa. Ele foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de prevaricação, associação criminosa e corrupção passiva, teve a aposentadoria cassada, mas está recorrendo. Com isso, continua recebendo R$ 29 mil todos os meses.

De acordo com o portal G1, o juiz comandava uma quadrilha que fraudava ações contra grandes empresas. Segundo a polícia, apenas as ações de três advogados que participavam da quadrilha renderam mais de R$ 7 milhões a Albuquerque de Lima.

Outro caso bastante conhecido é o do juiz Flavio Roberto de Souza, do Rio de Janeiro. Ele foi o responsável por expedir o mandato de busca e apreensão contra o empresário Eike Batista. Porém, o juiz assinou a decisão sem sequer ter lido o conteúdo. Quem confessou foi o próprio Flavio. Além disso, a justiça recolheu dois veículos e um piano de Eike. Tudo foi parar no condomínio do juiz, que resolveu dar uma “voltinha” com um dos carros.

O pior, ainda, é que o processo contra o juiz tratou principalmente do sumiço do dinheiro apreendido na mansão de Eike. Ficaram guardados no gabinete de Flavio R$ 90 mil, além de outras quantias em dólares, libras e euros; R$ 27 mil desapareceram. No julgamento, o juiz Flavio Roberto afirmou que, nesta época, ele estava afastado de suas funções por licença média.

Enquanto não for condenado em segunda instância, o juiz continuará recebendo a aposentadoria compulsória.

Com informações do portal G1.

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Um comentário sobre “Farra: dos 82 juízes punidos pelo CJN desde 2005, maior parte (53) segue recebendo salário

  1. Somos escravos de uma casta de canalhas e vagabundos. Às vezes eu tenho essa dolorosa impressão de que as coisas nunca vão mudar. A não ser que seja para pior.

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