Cármen Lúcia diz ser contra reajuste salarial pedido por juízes e procuradores

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, não se sensibilizou com o pedido de reajuste salarial de 16,38% que ouviu de representantes de associações de juízes na segunda-feira. Na próxima semana, os ministros da corte têm uma reunião administrativa para aprovar a proposta orçamentária do Judiciário para 2018. Preocupada com a crise econômica no país, a ministra não deve incluir um centavo de aumento nos contracheques dos magistrados na previsão de gastos do próximo ano.

Depois de receber os juízes em audiência, a ministra recebeu de um colega da corte reforço ao pedido de reajuste. Apesar de não ter uma opinião unânime entre os ministros do tribunal, Cármen Lúcia considera que a crise econômica não dá margem para esse tipo de pedido, já que a tendência da administração pública será fechar a torneira daqui para frente. A reunião entre os ministros do STF para debater o assunto está marcada para a próxima quarta-feira. Na última segunda-feira, os presidentes das três principais associações que representam os juízes brasileiros pediram a Cármen Lúcia a inclusão de previsão orçamentária para garantir reajuste de 16,38% em seus salários.

O percentual é o mesmo que já consta num projeto aprovado na Câmara, mas parado no Senado, que eleva os salários dos ministros do STF de R$ 33.763 para R$ 39.293,32. Para que os vencimentos dos magistrados sejam efetivamente elevados, é preciso não apenas que o Congresso aprove o projeto, mas que o STF preveja a verba para o gasto extra. O salário dos ministros do STF corresponde ao teto do funcionalismo público, fixado atualmente em R$ 33.763.

As informações são do Valor Econômico.

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