PSOL-RJ racha com executiva nacional e cria a narrativa de que política de Maduro “não é de esquerda”

por Roger Scar

O PSOL do Rio de Janeiro, que é composto por figuras execráveis como Jean Wyllys, Marcelo Freixo e Chico Alencar, emitiu uma nota que destoa da direção nacional do partido acerca do apoio dado a Nicolás Maduro.

É claro que tudo não passa de puro teatro. Ano que vem teremos eleições e estes sujeitinhos precisam se reeleger para seus cargos, sabem que depois de tudo o que aconteceu na Venezuela pega muito mal bajular ditador assassino. Contudo, mesmo para um teatro, deve-se ter limites, e isso o PSOL-RJ não respeitou.

Na nota que foi emitida, o partido disse o seguinte:

“Maduro comete cada vez mais atrocidades autoritárias, como suspender eleições, impedir legalização de partidos, prender oposicionistas, ordenar repressão brutal de manifestações, com mais de 100 mortos nas ruas desde o início do ano.”

As afirmações estão corretas, mas denotam a clara hipocrisia. Maduro já vem cometendo essas atrocidades há muito tempo. No ano passado, por exemplo, durante as Olimpíadas, Maduro fechou fronteiras para que o povo não pudesse sair de lá, o que é inclusive um crime humanitário.

Não bastasse isso, os psolistas do Rio disseram também o seguinte: “Maduro leva adiante uma política econômica desastrosa e nada ‘esquerdista”.

É isso mesmo. Segundo eles, Maduro “não é de esquerda”…

Quem já conhece a história sabe do que se trata tudo isso. Não é a primeira vez que esquerdistas se envergonham de apoiar assassinos e ditadores e, de repente, resolvem voltar atrás e dizer que eles não eram a “verdadeira esquerda”. Já fizeram isso com Stalin, com Mao, em alguns casos até com Fidel.

A verdade, entretanto, é que o PSOL apoiou toda a trajetória do totalitarismo bolivariano da Venezuela, e o partido fez isso por muito tempo, mais especificamente por anos, e só decidiu parar de fazer exatamente agora, que é o momento mais crítico porque até mesmo a esquerda internacional está pressionando. Para eles, as centenas de mortes causadas desde o começo do ano, as pessoas impedidas de sair para comprar remédios fora ou mesmo o fato de um opositor político ter ficado preso desde 2014 sem ter cometido crime algum não foram o bastante. Precisaram sair de cena só agora, quando a comunidade internacional parou de fechar os olhos para a barbárie.

Safados como sempre.

Anúncios

Um comentário sobre “PSOL-RJ racha com executiva nacional e cria a narrativa de que política de Maduro “não é de esquerda”

  1. Os únicos caras da extrema esquerda que criticam realmente o Maduro é o pessoal do PSTU, que desejam o comunismo que existia na Rússia pós-czar Nicolau II, ou seja, coisa pior ainda que o bolivarianismo.
    Não creio que a canastrice dos psolistas do Rio de Janeiro objetiva assegurar os eleitores. Quem vota em psicopata do PSOL é o eleitor fanático cativo que representa nichos: Jean Wyllys (gays e ex-BBBs), Freixo (black blocs, boboquinhas de universidades e apaniguados da Rede Globo), Leonel Brizola Neto (os manos do Cieps, das comunidades e do Coletivo Vermelho).
    As “críticas” ao Maduro têm duas razões: primeiro, cara do PSOL é ranheta e mimado por natureza, ou seja, é sempre do contra e arma o berreiro (até a hora de ganhar a chupetinha).
    Segundo, o Jean Wyllys & Company estão preocupados com a forma como a “História” os mostrará.
    Não querem ser lembrados como defensores “incondicionais” do Maduro.
    Quanto mais insignificantes são certas pessoas, mais tolas e infantis são suas motivações.

Deixe uma resposta