Em editorial, Estadão detona a “política radical” de Lula e mostra relação com ditadura de Maduro

O editorial do Estado de São Paulo, publicado hoje, desmonta em pequenas peças o autoritarismo enviesado de Lula e dos petistas em geral, apoiadores de genocidas e ditadores. Abaixo, vamos mostras alguns trechos mais relevantes:

Lula da Silva chegou à conclusão de que o Brasil precisa de um programa “radical no sentido político”. Defendeu a ideia na segunda-feira, em São Paulo, durante reunião convocada para “debater” o programa do partido a ser apresentado na campanha presidencial do ano que vem. Não entrou em detalhes sobre o que entende por um programa político “radical”. Há, entretanto, fortes indícios de que está convencido de que só um governo forte, autoritário, será capaz de “salvar” o País. Dias antes, falando em nome do PT – portanto, em nome de Lula – no Foro de São Paulo realizado em Manágua, capital da Nicarágua, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), manifestou apoio e solidariedade “ao governo da Venezuela e ao presidente Nicolás Maduro”, bem como a esperança de que a eleição de uma Constituinte, que se realizaria no domingo passado, “possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana”.

Tudo isso de fato ocorreu, mas a declaração de Gleisi teve o azar de ser feita pouquíssimo tempo antes do que aconteceu nos últimos dias em nosso país vizinho. O Estadão, novamente, vai explicar:

O regime venezuelano consolida-se como ditadura, após o golpe de Nicolás Maduro com essa Assembleia Constituinte, cujo verdadeiro objetivo é anular o poder da Assembleia Nacional de maioria oposicionista. Com a economia destroçada, uma inflação de cerca de 800% ao ano e a falta crônica de bens essenciais como comida e medicamentos, os venezuelanos emigram em massa, enquanto a repressão violenta às manifestações de protesto deixou mais de uma centena de mortes.

Em outro trecho, mais especificamente voltado a Lula, o Estadão disse:

Lastreado pelos ensinamentos de sua prática sindicalista, que implica uma visão superada e obtusa da “luta de classes”, mas de excelente efeito nos palanques, Lula tentou sempre incutir no coração dos brasileiros o sentimento maniqueísta do “nós” contra “eles”. Um sentimento que sugere confronto e exclusão – na verdade, o ódio – negando a racionalidade dos fundamentos democráticos do diálogo e da conciliação, imprescindíveis num regime de liberdade.

Faltou ainda um detalhe ao editorial do Estadão: os presos políticos de Maduro. Este detalhe é muito mais importante do que os ataques dos soldados aos manifestantes, ou mesmo a inflação e outras coisas, pois se trata da face mais declarada do fascismo. Quando um governo utiliza seu aparato policial para prender quem discorda, isso é a expressão do totalitarismo, e os petistas apoiam tudo isso.

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