Sistema de propina da Odebrecht está nas mãos da PGR, e não da PF. Estranho…

De acordo com a Folha, investigadores da PF estão dizendo que há muitas contradições nas delações da Odebrecht e que faltam provas concretas de muitas histórias contadas pelos executivos. Cláudio Melo Filho, por exemplo, afirmou que Renan Calheiros e seu filho receberam dinheiro sujo; depois, disse que não.

Esses mesmos investigadores também criticam o excesso de delatores da empreiteira, o que torna o trabalho de investigação ainda mais difícil. Para fazer uma perícia, a PF quer ter acesso ao Drousys, o sistema eletrônico que a Odebrecht mantinha na Suíça para armazenar os dados das propinas, mas o sistema está com a PGR.

Isso significa que mais uma vez Rodrigo Janot está agindo de forma suspeita, deixando a Polícia Federal de fora e agindo por conta própria. Tal postura levante novamente a questão da delação super premiada dos irmãos Batista. Será que foi mesmo um acordo idôneo?

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