Quando Dilma nomeou Bendine para a Petrobrás ele já tinha várias suspeitas sobre sua cabeça

A jornalista Miriam Leitão bem que lembrou:

Em 2015 Dilma Roussef nomeou Aldemir Bendine para a presidência da Petrobras. Era um nome de confiança da presidente da República, que passou por cima das críticas. Já havia dúvidas sobre a atuação dele. Bendine havia despertado suspeitas na época do Banco do Brasil, que comandou entre 2009 e o começo de 2015. Ele foi preso nesta quinta-feira porque teria cobrado dinheiro para não atrapalhar a Odebrecht em contratos futuros com a Petrobras. O procurador da República responsável destaca a audácia. Nem o estágio avançado da Lava-Jato naquela época impediu o grupo de “prosseguir despojando a Petrobras e a sociedade brasileira”.  

Em 2010, Bendine, presidente de um banco, havia comprado um imóvel em dinheiro vivo. O negócio gerou dúvidas. Depois disso, ainda houve o caso do empréstimo do BB a sua amiga, supostamente namorada, sem as garantias mínimas necessárias. Mesmo com esse currículo, Dilma o colocou na Petrobras. 

E ainda:

O caso de Bendine cria desconforto. Os procuradores lembram que a Lava-Jato já estava avançada quando ele, prestes a assumir a Petrobras, fez outro pedido, de R$ 3 milhões, para que a Odebrecht não fosse prejudicada em futuras contratações feitas pela estatal. Impressiona. Bendine teria recebido depois de assumir a presidência da Petrobras, em meio a toda a investigação sobre os desvios que atacaram a empresa.

Sim, é fato que Bendine já não era uma figura “limpa” quando entrou na jogada. Dilma sabia e ainda assim o escolheu, não deve ter sido por acaso.

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