Jornalista inglês do The Guardian inventa “fake news” sobre Holiday e Bolsonaro

O jornal inglês The Guardian publicou nesta quarta-feira (26) um longo editorial sobre a crise dos partidos de esquerda no Brasil. Nele, diz que o partido dos trabalhadores que desfrutou 13 anos do poder, levou muitos brasileiros a se voltar para a direita, após recessão, desencanto generalizado e escândalos de corrupção.

O texto fala que Fernando Holiday é um dos poucos políticos negros abertamente homossexuais no Brasil, mas antes mesmo de ganhar um único voto alcançou fama nacional em 2015 com uma série de vídeos que viralizaram nas redes onde atacava o sistema de cotas do Brasil para negros, indígenas e pobres. “Nós, negros e pobres, podemos ganhar na vida pelo mérito”, disse ele em um vídeo no Facebook. “Eu não me coloco no papel de vítima”.

Levando em conta uma frase de um suposto vídeo de 2015, que o autor sequer se dá ao trabalho de dizer qual é, se é que existe e não foi inventado; o ultraesquerdista jornal The Guardian inventa um retrato mentiroso para seus leitores ingleses sobre quem é Fernando Holiday. A matéria é assinada pelo correspondente do jornal no Brasil, senhor Dominic Phillips, ou Dom, como costuma assinar.

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Dom Phillips

Holiday, mais de uma vez em vídeos, redes sociais e entrevistas, declarou ser favorável às cotas sociais, paliativo para pessoas de baixa-renda. Não há, tampouco, nenhum registro público de que Fernando tenha se oposto a ações afirmativas para indígenas. Sua posição mais evidente, contudo, é contra as cotas raciais; isto é, em oposição à políticas públicas raciais, comparando-as inclusive com o Aparthei da África do Sul e as leis Jim Crow nos Estados Unidos, ambas baseadas em raça.

O jornalista, deste modo, retratou o vereador paulistano da forma que achou adequado para sua narrativa sobre a direita brasileira, levando os leitores ingleses ao engano no que diz respeito a forma de pensar de Fernando Holiday. Aparentemente, ser contra as cotas raciais somente não seria tão “radical” quanto o pretenso jornalista gostaria que parecesse.

Parágrafos depois, Phillips resolve atacar o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro, hoje no PSC. Traduzindo, o jornalista inglês afirmou que Bolsonaro “tem uma plataforma agressiva de direita”. Não há, nas demais reportagens escritas por ele, nenhuma menção a algum parlamentar brasileiro que tenha uma plataforma “agressiva de esquerda”. Parece que, para o autor, a agressividade é algo inerente a um espectro político, neste caso, o à direita.

Se já não bastasse, Phillips afirma ato contínuo que Jair Bolsonaro “defende o ponto de vista homofóbico”. Neste caso, o jornalista baseou-se na abordagem construída pelos adversários do deputado, sobretudo parlamentares de extrema-esquerda, que o taxaram desta maneira durante sua luta contra o kit gay e em defesa da autoridade familiar sobre a criança e o adolescente. Apesar de inúmeras vezes Bolsonaro ter repetido que não é contra a união de casais homossexuais, Phillips ignorou completamente.

A reportagem termina relacionando o crescimento da direita brasileira com uma queda no apreço à democracia, insinuando que direitistas seriam pouco democráticos e dando ênfase em diminutos grupos ultramalucos que defendem a intervenção militar, além de usurpar a preocupação com o meio ambiente para o lado oposto à direita, afirmando: “Nenhum dos candidatos de direita provavelmente será uma boa notícia para a Amazônia, onde o desmatamento aumentou 29% no ano passado.” O JB traduziu grande parte da matéria, leia aqui. Não por acaso, Trump foi eleito presidente americano denunciando as fake news.

 

 

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3 comentários sobre “Jornalista inglês do The Guardian inventa “fake news” sobre Holiday e Bolsonaro

  1. Para essa turma de sangue azul do hemisfério norte, Nicolás Maduro ou é um verdadeiro estadista democrata ou um ultraconservador de direita por sua tirania…

    Depois, os ignorantes são os que estão ao sul… Lamentável esse tabloide fake news do Reino Unido…

  2. Se encontrar esse bosta na rua leva um sopapo pra largar mão de ser comida fraca dos esquerdas caviar do Leblon. Um bosta que só fala merda quando chamado para opinar na Globo News. Aliás, incrível como a maioria dos correspondentes estrangeiros da europa são esquedopatas.

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