Filho de desembargadora solto disse: “Tinha que ter alguma desculpa pra minha mãe”

Breno Fernando Solon Borges, filho da desembargadora Tania Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, e preso com 129 quilos de maconha e munições pesadas, foi interceptado pela Polícia Federal tramando fugas ‘cinematográficas’ de presidiários.

O filho da magistrada foi preso no dia 8 de abril pela Polícia Rodoviária Federal no município de Água Clara (MS). Com ele, os agentes apreenderam 129 quilos de maconha e munições de grosso calibre – 199 projéteis 7.62 e 71 projéteis de 9 milímetros.

Na sexta-feira, 21, o plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Estado decidiu substituir o regime de prisão preventiva em que Breno se encontrava por internação provisória em uma clínica médica.

Laudos anexados pela defesa ao pedido indicam que o filho da desembargadora sofre de Síndrome de Borderlin – doença marcada por ‘desvios dos padrões de comportamento’, com alterações de afetividade e controle de impulsos.

Cerca de dez dias antes de ser preso com drogas e munições pesadas, Breno caiu no grampo da Polícia Federal ajustando por mensagens de texto os pontos finais de uma ação espetacular.

Seu interlocutor, na ocasião, era Tiago Vinícius Vieira, apontado como o líder da organização montada para assassinatos, corrupção de servidores públicos, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Tiago, que chama Breno de ‘mano’, é interno do presídio de segurança média de Três Lagoas.

Segundo a PF, o filho da desembargadora atuava como ‘agente operacional’ de Tiago.

wapp-investig.jpg

No diálogo capturado pela PF, Breno pede a Tiago, a quem chama de ‘bicho’, para lhe vender uma submetralhadora israelense Uzi. Tiago pergunta a Breno se ele ‘não pode dormir na cidade’ – o plano de fuga havia sido adiado por causa da chegada ao presídio de um novo detento.

“Dormir eu não posso”, desculpa-se Breno. “Eu tinha que ter alguma desculpa prá minha mãe também, entendeu? Se eu dormir aqui vai dar desconfiança prá minha mãe. Se for o caso eu venho amanhã, bicho.”

As informações são do Estadão.

Anúncios

6 comentários sobre “Filho de desembargadora solto disse: “Tinha que ter alguma desculpa pra minha mãe”

  1. 1) “Síndrome de Borderlin” é a desculpa politicamente correta para justificar um “bandido safado, canalha e cafajeste”.
    Alegação fajuta utilizada por um advogado chicaneiro para enganar juízes com mentalidade esquerdista.
    Todo criminoso, assassino e serial killer pode alegar que sofre da mesma “síndrome” e exigir sua libertação, baseado neste precedente vergonhoso.
    2) Qualquer mãe que tem um filho bandido sofre (“Ele era tão fofinho; onde foi que eu errei?”).
    No caso da desembargadora, sinto dizer isto, mas ela deve ter contribuído para a má formação do filho bandido, aliviando a barra dele em situações anteriores (por ser juíza e conhecer o sistema judicial) ou permitindo que o baby tivesse más amizades e fizesse o que bem entender (cresceu mimadinho).
    A mãe atenta sabe quando o filho faz alguma coisa errada. Ou a desembargadora não sabia o que o filhinho fazia?
    Se a doutora quer realmente o bem para seu filho e para a sociedade, deveria exigir a punição exemplar dele.
    Preso, deixará de cometer crimes e ajudar outros marginais perigosos como ele.

  2. Se essa estória de Borderline “pega” não vai ter mais marginal prêso. O rapaz já enveredou por um caminho qu no meu modesto entendimento, não tem volta.O fim dele,vai ser muito triste e com certeza a mãe ainda vai sofrer muito.Tudo isso,é muito triste!

  3. Acho que essa matéria foi manipulada e omissa!
    Agora Pergunto aos Policiais:
    Encontraram munições e as armas, será que não encontraram nenhuma? Por isso que desconfio que essa matéria é manipulada.
    Pensem comigo: se encontraram munições e não as armas, é porque sabem que se acusarem que estava com a arma, seria um crime inafiançável, ou seja, sem fiança, por isso acredito que matéria manipulada.

Deixe uma resposta