Aqueles que defendem a esquerda hoje estariam ao lado de Hitler na década de 30

por Roger Scar

Pode parecer exagero ou até mesmo um reflexo da Lei de Godwin, mas a realidade é exatamente esta. Aqueles que hoje têm coragem de publicamente endossar a ditadura de Nicolás Maduro, o totalitarismo de Kim Jong-un ou o governo autoritário de Raul Castro também defenderiam Adolf Hitler na década de 1930, antes da guerra chegar.

Isto, de fato, aconteceu naquela época. No livro “Liberal-Fascism” (Fascismo de Esquerda em tradução brasileira) o autor Jonah Goldberg trouxe a tona este fato. Ele mostrou como naqueles tempos os intelectuais ocidentais de esquerda, bem como jornais assumidamente de esquerda ao estilo New York Times, endossavam a ditadura fascista de Mussolini ou mesmo a ascensão do Führer.

Claro que isso aconteceu antes do holocausto judeu e antes da Segunda Guerra Mundial de fato começar, quando ainda existia a imagem positiva dos desmandos destes dois ditadores. Tão logo a verdade começou a aparecer, eles trataram de desviar o foco e mudar um pouco o tom. Mesmo assim, no começo, as críticas eram meio que pontuais. Não se atacava o germe em si, mas os “efeitos colaterais”. Era algo meio similar ao argumento do “socialismo real”.

Até hoje os socialistas defendem a teoria de que a União Soviética não foi o “verdadeiro socialismo”, alegam que Marx foi deturpado. A verdade, no entanto, é que não foi. Nem Stalin deturpou Marx e tampouco Mussolini ou Hitler o fizeram. Goebbels, que foi ministro da propaganda do período nazista, chegou a escrever com todas as letras que o nacional socialismo (nazismo) tinha como seu pai o marxismo. Qualquer pessoa que conheça as ideias marxistas e que tenha também lido Mein Kampf, de Hitler, sabe que não havia tanta distinção entre as ideias de ambos. Até mesmo o antissemitismo nazista foi emprestado dos marxistas, que já odiavam os judeus – e ainda odeiam – antes mesmo de se tornar moda.

Como argumento, muitos usam o fato de que no final da guerra os soviéticos se aliaram ao ocidente para combater o eixo. Mas há um “esquecimento” proposital aí. A motivação de Stalin contra Hitler nunca foi ideológica, mas territorial. Quem rompeu o pacto germano-soviético não foram os soviéticos, mas os nazistas. Foi Hitler quem decidiu invadir a Rússia e não o contrário. O governo soviético se limitou a revidar os ataques e se aliou aos americanos e ingleses por mero oportunismo.

Já do lado ocidental, os aliados tinham como preocupação muito maior Hitler do que Stalin justamente por sua eficiência bélica. Eles temiam que o Führer conseguisse levar a guerra para além do oceano Atlântico. Naquele momento, deixaram o orgulho de lado e se aliaram à URSS apenas para derrotar um inimigo mais perigoso. Simples assim.

É por isso que não é exagero dizer que os esquerdistas de hoje estariam defendendo Hitler ontem. Eles de fato o fizeram. Apoiaram a ascensão de Hitler e de Mussolini e certamente o fariam de novo, bastando apenas que o ditador em questão fizesse como Maduro e se declarasse um socialista.

Esta, no entanto, não vale apenas para esquerdistas convictos. Ela também serve para os liberais medrosos ou coniventes com a esquerda que são contra o combate aos avanços do socialismo, aqueles que querem “propor o diálogo” aos nossos inimigos. Não existe diálogo possível com quem defende o holocausto para seus inimigos, esta é que é a realidade.

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5 comentários sobre “Aqueles que defendem a esquerda hoje estariam ao lado de Hitler na década de 30

  1. Sinceramente, acho que precisa ler um livro elementar de história, para saber que marxistas e nazistas estavam em guerra desde o início do fascismo. A primeira coisa que Hitler fez ao chegar ao poder foi prender comunistas e socialdemocratas. Ter uma opinião, mesmo que fundamentada, não dá direito a escrever qualquer coisa.

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