PCC firma parceria comercial com o Hezbollah, aumentando poder bélico e financeiro

O Primeiro Comando da Capital, chamado PCC, ampliou os negócios para além das prisões a mais de dez anos. Eles também cooptaram integrantes das forças militares do Paraguai. E agora, foi descoberto que a facção criminosa brasileira trabalha em parceria com o Hezbollah, a organização paramilitar libanesa.

Eles negociam a partir das fronteiras produtos eletrônicos, cigarros, roupas e combustível, além do tráfico de drogas e armas. A fundação de Defesa da Democracia, FDD, uma ong norte-americana que combate grupos terroristas, o PCC se aliou ao Hezbollah para aumentar seu poder financeiro. No documento diz que o PCC está comprando drogas em países sul-americanos, como Paraguai e Colômbia, e repassando para grupos do Líbano.

As drogas são adquiridas popr um baixo preço nas nações que fazem fronteira com o Brasil e vendidas por valores mais altos ao Hezbollah. Como no Brasil existe uma imensa faixa de fronteira, cerca de 10 países, os criminosos aproveitam para entrar com produtos ilegais. Há mais de 15 mil quilômetros com problemas de vigilância, o que facilita a atuação do crime organizado.

Guaracy Mingardi, um cientista político que estuda o PCC há mais de 20 anos diz que hoje a facção ganhou ramificações internacionais, se expandiu: “O PCC já é um grupo criminoso internacional. Ele tem escritório no Paraguai  para o transporte de drogas e armas, e na Bolívia, onde os entorpecentes são comprados.

Tem algumas ligações no Peru, na Colômbia. Muitas vezes, eles podem fazer esse transporte de mercadoria para a Europa e para o Oriente Médio. Já sabemos que ocorre há algum tempo”. O PCC consegue um lucro de até R$180 mil com apenas um quilo cocaína. Na Bolívia o quilo de cocaína custa cerca de RS10 mil.

Essa mesma quantia chega no Brasil com o preço de R$20 mil e como é misturada com dezenas de outras drogas, a organização criminosa consegue lucrar até R$180 mil. Representantes do Hezbollah compram a droga pelo preço vendido aqui no território brasileiro e isso propicia um ambiente favorável para o fortalecimento financeiro do PCC. As drogas entram no Brasil por terra, ar e rios.

O PONTO CRÍTICO

A região do Mato Grosso do Sul que faz fronteira com o Paraguai é o ponto de entrada considerado mais crítico. O Paraguai é usado como rota de escoamento da droga e outros ilícitos que vão para todo o Brasil. Quando entram no território nacional, as drogas são enviadas para o comércio nas cracolândias, em bocas de fumo de todos os estados, em presídios, periferias, etc.

Boa parte também vai para o Oriente Médio através do Hezbollah. Com isso, a facção brasileira tem um orçamento anual de R$20 milhões. Esse dinheiro financia a compra de armas e recrutamento de criminosos que atuam dentro e fora das prisões pra manter o poder paralelo da organização.

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