Folha publica matéria em estilo nazista para perseguir pessoas do MBL que atuam na gestão pública

Uma matéria publicada pela Folha de São Paulo a respeito do Movimento Brasil Livre fez qualquer defensor da liberdade corar de vergonha. Fazendo algo que pode facilmente ser comparado ao período nazista, a matéria assinada por Felipe Bächtold tentou colocar um selo, uma marca impressa naqueles que “ousam” participar da vida pública enquanto fazem parte de um movimento com o qual não concordam.

O texto é claro, trata-se de perseguição política e ideológica. Para os jornalistas da Folha, há algo de muito errado na participação do MBL na política e na vida pública. Isso fica bastante claro quando olhados alguns trechos isoladamente. Vejamos:

O banner de campanha dizia “candidato oficial: MBL 2016”. Hoje, o ex-candidato a vereador pelo DEM Ramiro Zinder está em uma diretoria na Secretaria de Turismo de Florianópolis.

Aonde está o problema nisso, afinal? Qual o problema no fato de uma pessoa ligada ao MBL participar da gestão pública, especialmente depois de ter expressado claro interesse nisso se lançando como candidato?

Em outro trecho, logo no início, a matéria diz:

Líderes do Movimento Brasil Livre na mobilização pelo impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, vêm ganhando cargos comissionados em grandes cidades neste ano.

A reportagem identificou lideranças do movimento nos protestos nomeados para cargos também em Porto Alegre, Goiânia, Caxias do Sul (RS) e São José dos Campos (SP). Os indicados têm perfil jovem e de início na carreira pública.

Em Florianópolis, Zinder, 37, agradeceu ao MBL no Facebook por ter ajudado “a se tornar uma liderança política”. Ele fora nomeado, em fevereiro, para outro cargo, na pasta da Educação da gestão de Gean Loureiro (PMDB).

A matéria segue nesse estilo e vai listando os nomes de pessoas ligadas ao movimento que “ousaram” entrar para a política ou que tenham aceitado cargos na gestão pública, como se por acaso estas pessoas estivessem se escondendo. É um caso similar ao de Gilberto Dimenstein, que no início deste ano resolveu atacar o Jornalivre e forjou uma postura de “jornalista investigativo”, alegando que “descobriu” quem estava por trás do site mesmo que, na prática, nós mesmos tenhamos revelado isso publicamente.

O que fica claro na matéria da Folha a respeito do assunto, porém, é que não há qualquer tipo de impedimento jurídico na participação de pessoas ligadas ao MBL na vida pública. Se houvesse, faria sentido esta denúncia, mas não é este o caso. A denúncia feita pela Folha tem objetivo meramente político, trata-se de uma tentativa de constrangimento. Como não há impedimento jurídico algum, expõe-se os nomes das pessoas envolvidas para sutilmente causar a impressão de que há algo de errado nisso, mas sem dizer exatamente o que está errado. Isso fica muito claro em trechos como estes:

Marchezan tem relação próxima com o movimento desde os protestos de 2015 e recebe apoio do grupo na internet.

Ou:

A Prefeitura de São José dos Campos disse que os currículos são analisados antes da nomeação e que os indicados atendem às necessidades da prefeitura. Afirmou que Sandro Mendes não está mais no movimento e que ele é um publicitário com experiência.

Ou ainda:

A administração de Goiânia disse que “a participação em movimentos políticos ou sociais não desabona a conduta profissional” do servidor.

Perceba que a matéria se deu ao trabalho de questionar, em diversas prefeituras do país, os critérios de contratação de pessoas ligadas ao movimento, mas não se explica em parte alguma o porque de tamanha desconfiança. Afinal de contas não há absolutamente nada de incomum nisso, estes cargos são sempre ocupados desta forma. O que mudou, então?

Mudou que agora o MBL, movimento que se opõe aos projetos de extrema-esquerda, ganhou corpo nacionalmente. A matéria aponta especificamente para ele, mas não menciona casos de pessoas ligadas a outros movimentos como Passe-Livre ou grupos LGBT que sempre ganham cargos públicos tão logo um governo é assumido por integrantes de partidos como PT ou PSOL.

O que dá para tirar disso tudo é que o único objetivo desta matéria foi tentar criar constrangimento contra pessoas ligadas ao movimento. Se os ditos jornalistas foram totalmente incapazes de explicar qual o problema no fato de membros do MBL participarem da vida pública, e se eles se recusaram a dizer que estes mesmos membros do grupo estão na vida pública defendendo exatamente aquilo que levantam como bandeira, fica evidente que só há dois objetivos por trás desse trabalho todo: perseguição e intimidação.

Os “jornalistas” também não propõem uma solução para o “problema”, porque sabem que na realidade não há problema algum. No período nazista os judeus também eram “marcados” e diversas publicações da época eram contra a sua participação na vida pública.

Quem leu Mein Kampf, livro escrito por Hitler antes da ascensão ao poder, sabe que a visão dele neste caso era bem similar a dos jornalistas da Folha. Ele via os judeus como um grupo sem méritos para atuar na sociedade e os queria longe dali. Essa semelhança fica ainda mais intensa quando se percebe que a Folha não mencionou nenhum outro movimento político senão o MBL.

Perseguição política e ideológica mais do que clara, isto é o que é.

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2 comentários sobre “Folha publica matéria em estilo nazista para perseguir pessoas do MBL que atuam na gestão pública

  1. Seria legal perguntar para esses jornalistas que assinaram essa matéria qual o motivo da “foice de são paulo” não ter comentado as ligações viscerais de lula, dilma, pc do b, pt, pdt com o foro de são paulo e também as ligações desses políticos com ditadores com fidel e chaves entre outros.

  2. Acompanho o MBL diariamente, via Facebook e assino posts de todo e qualquer movimento coerente que combata a esquerda socialista/comunista brasileira. Senhores, sejam razoáveis, o questionamento da reportagem ao menos deveria colocar em pauta se é ético pessoas ligadas a direção do movimento continuarem em suas funções enquanto exercem cargos públicos! Ou o MBL é um partido político?

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