Marcos Valério sabe de “ilícitos que envolvem a República”, diz juiz

No despacho que autorizou a transferência de Marcos Valério de Souza de unidade prisional, o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, da Vara de Execuções Penais de Contagem (MG), afirma que o operador do mensalão possui informações sobre “fatos ilícitos que envolvem a República”. O magistrado confirma que a mudança do presídio Nelson Hungria para a Associação de Proteção e Assistências ao Condenado (Apac) de Sete Lagoas (MG) é parte de um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

Ao assinar a transferência, efetuada na segunda-feira, o juiz autoriza ainda que Valério “fure a fila” de detentos que pleiteiam um lugar na Apac — modelo prisional onde os presos não usam uniforme, trabalham e carregam a chave de suas celas — porque, nesse caso, “o interesse público se sobrepõe a interesses individuais”. Outra novidade é que o Ministério Público, que nunca se interessou pela delação, chancelou a mudança para a Apac.

As informações coletadas pelos investigadores foram encaminhadas para o Supremo Tribunal Federal (STF) porque Valério citou políticos envolvidos no chamado mensalão mineiro que detêm mandatos — o chamado foro privilegiado. O documento é extenso e está no gabinete da presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia. Como a Corte está em recesso, ela pode homologar o acordo por conta própria ou aguardar o retorno dos demais ministros para distribuir o caso.

As informações são da Veja.

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