Procon disse autuar dono de academia por gordofobia e você não vai acreditar a razão para isso

A Gazeta do Povo traz o caso de mais uma das bizarrices do fascismo cultural (politicamente correto).

Em Campo Grande, uma academia foi autuada pelo Procon por fixar em uma praça uma placa com a seguinte mensagem: “Cansado de ser feio e gordo? Seja só feio!”. A placa divulgava o contato da Eficient Personal Trainer. Após uma denúncia, o Procon estadual atuou a academia após emitir a narrativa dizendo que considerava a propaganda preconceituosa.

Sempre na vagueza intencional, o Código de Defesa do Consumidor diz definir como abusiva a “publicidade discriminatória de qualquer natureza”, ou “que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde”. O coordenador de Atendimento, Orientação e Fiscalização do Procon (MS), Rodrigo Bezerra Vaz, alegou que foi com base neste artigo que o Procon fez a autuação. É mole?

Arrogantemente, Vaz diz que a academia tem dez dias para apresentar sua defesa e, caso seja considerada culpada após a avaliação do departamento jurídico do Procon, poderá ser multada.

O dono do estabelecimento, Joni Guimarães, sabe que a estratégia de marketing não tem nada de discriminatória: “O Procon está certo de vir fiscalizar se recebeu a denúncia. Mas vou me defender provando que não é discriminatório. Antes de fazer a placa, eu fiz pesquisa jurídica e vi que o anúncio não se encaixa no que a lei diz”.

Ele conta que a placa foi fixada há seis meses e, de lá para cá, cresceu a procura pelo seu serviço: “Aumentou a procura do pessoal acima do peso, que é um pessoal bem humorado”. Ele acrescenta que não tem nada contra pessoas gordas. “Já imaginou um dono de academia sendo preconceituoso com gordo? Eu vivo de gordo. Para mim, quanto mais gordo melhor. O que vai ser dos donos de academia se acabar a gordura no mundo?”, diz o empresário.

O proprietário do estabelecimento afirma que a frase não foi ideia sua. “Essa placa tem no Brasil inteiro. Não é criação minha”. Ele diz que, enquanto não houver decisão do Procon sobre o caso, manterá a propaganda no mesmo lugar.

A matéria da Gazeta do Povo contatou Bruno Boris, advogado especialista em direito das relações de consumo e professor de Direito do Consumidor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que emitiu outra narrativa bastante estranha: a de que a propaganda abusou da jocosidade e se enquadra no que está previsto no artigo 37 do CDC. “Embora isso até pouco não fosse considerado atitude discriminatória e muitas pessoas pensem que é só brincadeira, de alguma maneira o fornecedor sabe que a maioria das pessoas não tem a beleza de Gisele Bündchen e apela para isso”, diz o Boris . “Ele constrange e afeta a subjetividade de maneira acima do razoável”, acrescenta.

É engraçado que Bruno Boris faz narrativas como se tivesse lido a mente do dono da academia.

O presidente da Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), Antônio Carlos Efing, também apareceu para emitir narrativas bizarras, ao alegar que o artigo 37 do CDC trata de duas formas de publicidade ilícitas: a abusiva e a enganosa. “Ele trata isso de forma principiológica. A publicidade é abusiva quando agride psicologicamente, moralmente, de qualquer maneira”, explica Efing. Segundo ele, mesmo que alguns achem engraçado, se a publicidade está criando algum dissabor para determinadas pessoas, já é motivo para deixar de se veicular o anúncio. “Para vender é preciso dizer que as pessoas são gordas e feias?”.

Em suma, puro mimimi de quem não tem o que fazer e visa prejudicar a vida de quem trabalha.

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2 comentários sobre “Procon disse autuar dono de academia por gordofobia e você não vai acreditar a razão para isso

  1. Calma, pessoal… Daqui a pouco, os fascistas culturais se apropriarão de mais essa minoria e trarão para esta o “kit completo” do patrulhamento ideológico: MAVs, ONGs, justiceiros sociais, cotas e criminalização da gordofobia…

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