Em outro baile tático, Moro compara Lula a Eduardo Cunha

Ao responder a inquisição realizada pela defesa do ex-presidente Lula, o juiz Sérgio Moro deu um baile tático e virou a mesa rapidamente.

Os advogados de Lula insistem na tese de que não há “documentos” que liguem Lula ao triplex, e algumas vezes chegam ao cúmulo de falar em “escritura”. Moro, por sua vez, citou o ex-deputado condenado a 15 anos e quatro meses na Lava Jato por propinas do esquema Petrobrás e manutenção de contas secretas na Suíça.

“Assim não fosse, caberia, ilustrativamente, ter absolvido Eduardo Consentino da Cunha na ação penal 5051606-23.2016.4.04.7000, pois ele também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente ‘usufrutuário em vida’.”

E continuou:

“Em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos segundo as provas e não a mera aparência.”

Assim o juiz detonou mais uma narrativa petista. Afinal, se Cunha foi condenado com provas similares, e se os próprios petistas concordam com a condenação de Cunha, haverão de aceitar também a condenação de Lula.

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