Milhares marcham na República Dominicana para pedir expulsão da Odebrecht por causa da corrupção

Milhares de pessoas marcharam neste domingo na República Dominicana até o Congresso para exigir a prisão dos envolvidos nos subornos milionários pagos pela companhia brasileira Odebrecht. Os manifestantes também exigem que a empresa seja impedida de operar no país. O ativista Juan Comprés diz que a forte presença no ato é uma mostra de que a sociedade “está dizendo não à impunidade e à corrupção” . Os manifestantes se reuniram desde cedo na capital e seguiram até a sede do Legislativo. Com camisetas verdes em sinal de esperança, levavam cartazes com dizeres como “prisão para os corruptos” e “fora juízes políticos”.

A matéria ainda explica: “O autodenominado Movimento Marcha Verde surgiu em janeiro, convocado por grupos da sociedade civil para exigir uma investigação independente sobre os subornos milionários da Odebrecht e processo judiciais contra os envolvidos.A companhia brasileira confessou, segundo uma investigação difundida pelo Departamento de Justiça americano, que entre 2001 e 2014 pagou subornos de US$ 788 milhões em dez países da América Latina e em dois da África para garantir contratos públicos.No caso da República Dominicana, a Odebrecht conseguiu 17 contratos com o governo e, para isso, pagou US$ 92 milhões em subornos”.

A empresa segue trabalhando na construção da usina termelétrica de Punta Catalina, que terá um custo superior a US$ 2 bilhões. Assim como aconteceu com a PGR e a JBS no Brasil, o procurador-geral dominicano, Jean Alain Rodríguez, fechou um acordo de impunidade com a Odebrecht, pelo qual não processará os executivos da empresa, que poderá seguir com suas operações no país, mas pagará multa de US$ 184 milhões.

Com isso, a Odebrecht teria se comprometido a entregar informações para processar autoridades locais que receberam subornos. A partir da informação da Odebrecht, a procuradoria acusou o ex-ministro da Indústria e Comércio, Temístocles Montás, três parlamentares, um empresário e nove ex-funcionários públicos. apenas dois deles seguem em prisão preventiva. Ao final das audiências judiciais contra os supostos implicados, a presidente da Câmara Penal da Suprema Corte, Miriam Germán, disse em 8 de julho que o documento apresentado pela procuradoria carecia de provas suficientes.

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