PGR cai em contradição e oferece apenas imunidade à família em troca de delação de Eduardo Cunha

Uma matéria da Época/Globo comenta sobre as tratativas de acordo entre a PGR e Eduardo Cunha, mas deixa escapar algo muito esquisito.

A matéria diz: “Para mostrar que negocia de boa-fé, a Procuradoria-Geral da República topou oferecer imunidade à mulher e a uma das filhas do ex-deputado Eduardo Cunha. Em qualquer cenário, no entanto, Cunha terá de cumprir mais tempo de prisão no regime fechado”.

É bastante estranho o fato de Cunha ter de cumprir mais tempo de prisão no regime fechado, uma vez que ele tende a entregar políticos de vários partidos e cairia na mesma situação de Joesley Batista.

Assim, Janot deveria entregar explicações por ter dado o direito de total impunidade a Joesley, mas ainda assim exigir que Cunha fique mais tempo na prisão, quebrando o princípio da isonomia necessária à PGR.

No caso de Joesley, o direito de impunidade não foi dado apenas à família, como também a Joesley Batista e seu irmão Wesley.

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