Maia pode ser presidente com 1000 vezes menos votos que a chapa Dilma/Temer

Por mais decorativo que soe, o cargo de vice existe para garantir alguma estabilidade política. Ainda que o titular caia, o sucessor assume dono da mesma quantidade de votos, afinal, dividiam ambos a urna no momento da escolha do eleitor. Contudo, a linha sucessória não apresenta as mesmas garantias daí em diante. Como não há um substituto direto para Michel Temer, cabe a Rodrigo Maia convocar eleições em até um mês.

Com a prisão de Geddel Vieira Lima, a imprensa vem noticiando que Brasília se movimenta para substituir o presidente da República pelo da Câmara, situação que seria confirma pela tal votação indireta. É neste ponto, todavia, que a legitimidade de Maia pode ser questionada. O Nexo Jornal fez as contas. Em seis disputas eleitorais, o deputado federal pelo Rio de Janeiro somou apenas 683.382 votos.

Isso não o garantiria nem como prefeito da capital – derrotado por Crivella, Marcelo Freixo foi o escolhido de 1,1 milhão de cariocas.

Em verdade, Maia, que já foi o terceiro parlamentar mais votado pelos fluminenses, nunca se deu tão mal nas urnas como em 2014. Com apenas 53 mil votos, ficou na 29ª posição – estavam em disputa 46 vagas.

Mas a democracia brasileira é caótica de tal forma que alguém de votação tão nanica pode se tornar o dono da caneta mais poderosa do país.

As informações são do Nexo Jornal.

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